Clima Organizacional e Rotatividade: um estudo de caso em uma empresa de esquadrias do município de Rolante, região do Paranhana/RS
Conteúdo do artigo principal
Resumo
O artigo apresenta os resultados de uma pesquisa que teve como objetivo identificar e analisar a influência do clima organizacional nos índices de rotatividade de uma empresa de esquadrias do município de Rolante/RS. Foi elaborada e aplicada uma pesquisa com vinte empregados que atuam no setor de produção da empresa. Como instrumento para a coleta de dados utilizou-se um questionário estruturado com perguntas fechadas e abertas através da ferramenta Google Forms. O clima organizacional pode espelhar a atmosfera psicológica, típica de cada organização e está relacionado à satisfação das necessidades de cada empregado. Por sua vez, o status do clima organizacional, positivo ou negativo, poderá influenciar diretamente na rotatividade dos empregados e consequentemente nos resultados e desenvolvimento da organização. Os dados gerados através da pesquisa evidenciaram que os indicadores elevados de turnover podem ser reflexos da atual política de gestão de pessoas da organização e, fatores como, clareza de informações, reconhecimento pelo trabalho desenvolvido, condições de trabalho, remuneração e incentivo ao trabalho em equipe mostraram-se negligenciados pela liderança da empresa, refletindo na insatisfação dos empregados e comprometendo, dessa forma, o clima organizacional.
Detalhes do artigo
Seção
Como Citar
Referências
BAUMAN, Zygmunt. Modernidade líquida. Rio de Janeiro: Zahar, 2001.
BRANNICK, J. Decreasing the staggering cost of turnover in your organization. Brannick Human Resource Connections, 2008.
CAMPOS, C. V. A; MALIK, A. M. Satisfação no trabalho e rotatividade dos médicos do Programa de Saúde da Família. Revista de Administração Pública. Rio de Janeiro, v. 42, n. 2, mar/abr. 2008.
CHIAVENATO, Idalberto. Administração de recursos humanos: Fundamentos básicos. São Paulo: Manole, 2009.
_____. Gerenciando com as pessoas: transformando o executivo em um excelente gestor de pessoas: um guia para o executivo aprender a lidar com sua equipe de trabalho. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005.
_____. Introdução à teoria geral da administração. 10º ed. São Paulo: Atlas, 2020.
CUNHA, Paulo Roberto da. (2014). Pesquisa de Clima Organizacional do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Campus Paraíso do Tocantins. Recuperado em 15 de março de 2018 de http://www.ifto.edu.br/ifto_cms/docs/arquivos/130520151538AnalisedaPesquisadeClima OrganizacionalIFTO21.pdf.
EBOLI, Marisa. O Papel das Lideranças no êxito de um sistema de educação corporativa. Revista RAE. São Paulo, v.45, n. 4, p.118-122, set. 2005.
ELY, E. E. Clima organizacional: o diferencial competitivo. Disponível em: http://www.rh.com.br/ler. Php?cod=3443&org=3. Acesso em 18 de mar. 2020.
FERNANDEZ, H. A perda do conhecimento originada pelo alto turnover. Revista Banas Qualidade: Gestão, Processo e Meio Ambiente, ano 15, v. 15, n. 171, p. 20-22, ago. 2006.
FERREIRA, M. C; FREIRE, O. N. Carga de trabalho e rotatividade na função de frentista. Revista de Administração contemporânea. Brasília. v. 5, n. 2, maio/ago, 2001.
GIL, Antônio Carlos. Gestão de pessoas: enfoque nos papéis profissionais. São Paulo: Atlas, 2014.
HERZBERG, F. Novamente: como se faz para motivar funcionários? Biblioteca Harvard de Administração de Empresas, São Paulo: v.1, n.13, 1975.
HAHN, M. Consequências do compromisso organizacional. [s. l.: s. n.], 2007. Disponível em: Acesso em: 20 jan. 2009.
IBGE- INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo demográfico- Rio Grande do Sul, 2020.
KOLB, D. A et al. Psicologia organizacional: uma abordagem vivencial. São Paulo, Atlas, 1986.
LI, Jianfeng; Liu, Hongping; HEIJDEN, Beatrice Van Der; GUO And Zhiwen. The Role of Filial Piety in the Relationships between Work Stress, Job Satisfaction, and Turnover Intention: A Moderated Mediation Model. International Journal of Environmental Research and Public Health, 2021.
LITWIN, G.H., STRINGER, R. A. Motivation and organizational climate. Cambridge: Harvard University Press, 1968.
LUZ, Ricardo. Gestão do clima organizacional. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2005.
MARRAS, Jean Pierre (2011). Administração de recursos humanos: do operacional ao estratégico. 14ª ed. São Paulo, SP: Saraiva.
MARTELO, CLARO e VIEIRA, A.M. Clima Organizacional no contexto de uma incubadora: estudo com três empreendimentos do interior de São Paulo. Revista FSA, v. 13, n. 2, p.24-49, 2016.
MARX, Karl. O Capital: crítica da economia política. Livro I. São Paulo: Boitempo, 2017.
MASLOW, A. H. (1987). Motivation and personality. New York: Harper e Row.
MAXIMIANO, Antonio Cesar Amaru. Introdução à administração. 8. ed. São Paulo: Atlas, 2011. p. 214.
______. Teoria geral da administração: da revolução urbana à revolução digital. São Paulo: Atlas, 2009.
McGREGOR, D. Os aspectos humanos da empresa. Lisboa: Clássica, 1960.
MENEZES, Igor Gomes; GOMES, Ana Cristina Passos. Clima organizacional: uma revisão histórica do construto. Psicologia em Revista. v. 16, n.1, p. 158-179, 2010.
MILIONI, B. Dicionário de termos de recursos humanos. São Paulo: Fênix Central de negócios, 2006.
MOREIRA, Elen Gongora Moreira. Clima organizacional. Curitiba, PR: IESDE, 2012.
NOGUEIRA, Arnaldo Mazzei. Teoria geral da administração para o século XXI. São Paulo: Ática, 2007.
POMI, R. M. A importância da gestão do turnover. Entrevista concedida ao RH. Disponível em: www.rh.com.br?ler.php?co=3998&org=3. Acesso em: 12 ago. 2020.
RAM, Li; CHEN, Xuyu; PENG, Shuzhen; ZHENG, Feng; TAN, Xiaodong; DUAN, Ruihua. Job Burnout and Turnover Intention Among Chinese Primary Healthcare Staff: the mediating effect of Satisfaction. BMJ Open, 2020.
ROBBINS, Stephen P. Comportamento organizacional. 9 ed. São Paulo: Prentice Hall, 2002.
SBRAGIA, R. Um estudo empírico sobre clima organizacional em instituições de pesquisa. Revista de Administração, v. 18, n., p 30-39, 1983.
SIMON, Herbert Alexander. Comportamento Administrativo. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1965.
SIQUEIRA, M. M. M.; PEREIRA, S. E. F. N. Análise de um modelo afetivo para intenção de sair da organização. Revista da SPTM, v. 4, n. 6, p. 48-57. 2001.
SPECTOR, Paul E. Psicologia nas Organizações. 1. ed. São Paulo: Saraiva, 2002. 452p.