NEOCONSERVADORISMO NO BRASIL: VIOLÊNCIA URBANA, RACISMO E OS DESAFIOS DO TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL
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Resumo
O presente artigo propõe uma análise crítica das expressões contemporâneas da violência urbana, do racismo estrutural e do avanço do neoconservadorismo no Brasil, articulando tais fenômenos à atuação do Serviço Social e à defesa dos direitos humanos. A reflexão parte da imagem simbólica dos corpos enfileirados na Praça da Penha, no Rio de Janeiro, após uma operação policial, compreendida como representação da necropolítica e da banalização da vida. A metodologia adotada é qualitativa, de caráter teórico-crítico, fundamentada na tradição marxista e na abordagem histórico-crítica do Serviço Social. O estudo dialoga com autores como Achille Mbembe, Silvio Almeida, Ricardo Antunes, Marilda Iamamoto, Elaine Behring, Jason Stanley e Umberto Eco. Os resultados evidenciam que a crise estrutural do capital e o avanço do conservadorismo produzem a precarização do trabalho, o desmonte das políticas públicas e o fortalecimento de práticas autoritárias. Conclui-se que o Serviço Social é convocado a reafirmar seu projeto ético-político, resistindo à naturalização da violência e defendendo a vida, a justiça social e os direitos humanos como valores inegociáveis.
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Referências
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