CONTROLE DO MÍLDIO DA VIDEIRA COM PRÁTICAS DE MANEJO VEGETATIVO
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Resumo
O cultivo de uvas em regiões que até pouco tempo não eram expressivas encontra-se atualmente consolidado, como é o caso da viticultura de altitude, que apresenta ampla diversidade de variedades e aptidão enológica. Entretanto, um dos principais desafios é o controle fitossanitário, que demanda elevado investimento e conhecimento técnico. Dentre as doenças que mais causam prejuízos à videira, destaca-se o míldio (Plasmopara viticola). Assim, este estudo buscou responder à questão: como o manejo com poda, desponte e desfolha pode interferir no controle do míldio em vinhedos da região de Vacaria-RS? O objetivo foi avaliar a influência do manejo do dossel vegetativo no controle da doença, por meio de intervenções em estágio de desenvolvimento foliar. O experimento foi conduzido em blocos ao acaso, utilizando fileiras de três plantas com três repetições e quatro tratamentos, na safra 2024. As intervenções ocorreram no início do florescimento, em intervalos de 15 dias. A severidade foi avaliada semanalmente pela escala diagramática de Buffara (2014). Observou-se maior incidência em períodos chuvosos, com manchas foliares médias e coeficiente de variação elevado. Conclui-se que o manejo do dossel contribui para reduzir o desenvolvimento do míldio, limitando o inóculo inicial e seu progresso.
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