VIOLÊNCIA ESTRUTURAL E OS REBATIMENTOS DA (DES)PROTEÇÃO SOCIAL NAS JUVENTUDES
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Resumo
O presente artigo busca refletir sobre a garantia da proteção social voltada aos segmentos juvenis após a conquista do EJUVE, questionando as contradições postas entre indicadores de violência e os dispositivos legais que ainda precisam de materialização no cotidiano desses sujeitos. O reconhecimento legal das juventudes e a preocupação com seu desenvolvimento integral é recente e necessária diante das transformações históricas e sociais vividas pelo país que historicamente tem reforçado a violência estrutural e institucional contra esse grupo específico. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica e documental, por meio da análise qualitativa e utilizando-se do Método Dialético-Crítico como vertente analítica. Objetiva-se refletir sobre os desafios das juventudes periféricas diante dos alarmantes dados de violência. Conclui-se que a problematização das juventudes como segmento social heterogêneo e com necessidades específicas para seu pleno desenvolvimento e proteção integral precisa ser ainda colocada como prioridade nos debates junto aos trabalhadores do SUAS, demais políticas públicas que compõem a Rede de Proteção, movimentos sociais, centros de pesquisa e para o conjunto da sociedade.
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