NEOLIBERALISMO Y PROTECCIÓN SOCIAL: LOS IMPACTOS SOBRE MUJERES CON DISCAPACIDAD EN SITUACIÓN DE VIOLENCIA DE GÊNERO
Contenido principal del artículo
Resumen
El presente artículo tiene como objetivo analizar críticamente los impactos de la lógica neoliberal sobre la protección social de las mujeres con discapacidad en situación de violencia de género. La investigación indaga de qué forma el estado neoliberal impacta en la protección social dirigida a las víctimas con discapacidad de violencia de género. Mediante una investigación cualitativa, utilizando fuentes académicas, datos del IBGE y el RASEAM (2025), el estudio demostró que el avance del neoliberalismo en Brasil contribuye directamente al desmantelamiento de políticas sociales, la desfinanciación de servicios especializados y la precarización de la red de protección. La materialización de un modelo de protección social residual, guiado por la racionalidad del costo-beneficio, resulta en la perpetuación de la violencia institucional. Esta violencia se manifiesta en la ausencia de accesibilidad física y comunicacional en los equipos de la red, dificultando la efectividad de derechos garantizados por la Ley Maria da Penha. La interseccionalidad de raza, clase y discapacidad, acentuada por el hecho de que el 60,4% de las víctimas son mujeres negras o mestizas, agrava los riesgos y la exclusión. Se concluye que es urgente la construcción de una red de protección efectiva e integrada, que aborde la interseccionalidad como eje y exija al Estado la producción de datos desagregados para subsidiar políticas públicas que atiendan a la complejidad de las necesidades de este grupo.
##plugins.themes.bootstrap3.displayStats.downloads##
Detalles del artículo
Sección

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
1. Los autores conservan los derechos de autor y otorgan a la Brazilian Journal of Research in Applied Social Sciences el derecho de primera publicación, con el trabajo publicado bajo la Licencia Creative Commons Attribution 4.0 International. Esta licencia permite a los reutilizadores distribuir, remezclar, adaptar y desarrollar el material en cualquier medio o formato, siempre que se le dé la atribución al creador. La licencia permite el uso comercial.
Cómo citar
Referencias
BRASIL. Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006. Lei Maria da Penha. Cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Brasília, 2006. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11340.htm. Acesso em: 20 jun. 2025.
BRASIL. Estatuto da pessoa com deficiência. Lei brasileira de inclusão da pessoa com deficiência: Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015, que institui a Lei brasileira de inclusão da pessoa com deficiência. Brasília: Câmara dos Deputados. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm. Acesso em: 27 jun. 2025.
BRASIL. Ministério das Mulheres. Relatório Anual Socioeconômico da Mulher – RASEAM 2025. Brasília: Ministério das Mulheres, 2025. Disponível em: https://www.gov.br/mulheres/pt-br/central-de-conteudos/publicacoes/raseam-2025.pdf/view. Acesso em: 27 jun. 2025.
BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Política Nacional de Assistência Social – PNAS. Resolução CNAS nº 145, de 15 de outubro de 2004. Brasília: MDS, 2004. Disponível em: https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/normativas/pnas2004.pdf. Acesso em: 11 nov. 2025.
BRASIL. Emenda Constitucional nº 95, de 15 de dezembro de 2016. Altera o Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, para instituir o Novo Regime Fiscal, e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 15 dez. 2016. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/emendas/emc/emc95.htm. Acesso em: 11 nov. 2025.
FABIANO, Uelinton C.; BORGES FILHO, Marilton Q. Proteção social no Brasil: desafios do neoliberalismo e perspectivas de equidade. Serviço Social & Sociedade, São Paulo, v. 147, n. 1, e-6628378, 2024. DOI: https://doi.org/10.1590/0101-6628.378.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Censo Demográfico 2010: características gerais da população, religião e pessoas com deficiência. Rio de Janeiro: IBGE, 2012. 215 p. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/index.php/biblioteca-catalogo?view=detalhes&id=794. Acesso em 27 jun. 2025.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Censo Demográfico 2022: pessoas com deficiência e pessoas diagnosticadas com transtorno do espectro autista: resultados preliminares da amostra. Rio de Janeiro: IBGE, 2025.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Pessoas com deficiência e as desigualdades sociais no Brasil. Rio de Janeiro: IBGE, 2022. (Estudos e Pesquisas. Informação Demográfica e Socioeconômica, n. 47). Disponível em: https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/populacao/34889-pessoas-com-deficiencia-e-as-desigualdades-sociais-no-brasil.html. Acesso em: 2 jul. 2025.
NETTO, José Paulo. Capitalismo monopolista e serviço social. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2009.
PEREIRA, Camila Potyara. Matriz residual. In: PEREIRA, Camila Potyara. Proteção social no capitalismo: críticas a teorias e ideologias conflitantes. São Paulo: Cortez, 2016. p. 91-136.
PEREIRA, Potyara Amazoneida. Proteção social contemporânea: cui prodest? Serviço Social & Sociedade, São Paulo, n. 116, p. 636-651, out./dez. 2013.
SAFFIOTI, Heleieth I. B. Gênero, Patriarcado, Violência. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2004.
SANTOS, Josiane Soares dos. Questão social e particularidades no Brasil. São Paulo: Cortez, 2012.
SILVA, Amanda Oliveira da. Neoliberalismo e violência contra as mulheres no Brasil: perspectiva histórica e contemporaneidade. CONGRESSO BRASILEIRO DE ASSISTENTES SOCIAIS, 16., 2019, Brasília. Anais [...]. Brasília: CFESS, 2019.