EL LUGAR DE LA ANTICONCEPCIÓN FEMENINA EN TRES POLÍTICAS DE SALUD PÚBLICA BRASILEÑA

Contenido principal del artículo

Camila Rebouças Fernandes
Daniel de Souza Campos

Resumen

Las tasas de fertilidad en Brasil han disminuido significativamente, lo que caracteriza a un grupo creciente de mujeres que deciden no ser madres. Este estudio cualitativo busca presentar un análisis del enfoque de la anticoncepción femenina en algunas políticas públicas de salud brasileñas. Se examinaron tres políticas reconocidas a nivel nacional, tanto en el ámbito académico como en los servicios de salud. Las políticas analizadas convergen principalmente en la escasa discusión sobre los métodos anticonceptivos y la ausencia de un enfoque de la anticoncepción como un proceso permanente en la vida de quienes no desean ser madres en ningún momento. Existe una considerable invisibilidad de este grupo en las políticas públicas. Se identificaron diferencias entre las políticas, principalmente en su construcción: mientras que algunas políticas surgen del protagonismo y las demandas de los movimientos sociales, otras son construidas desde arriba por sectores privilegiados. A pesar de los desafíos, todas las políticas analizadas representan avances en el ámbito de la salud. Se sugiere la necesidad de revisar y reorientar las políticas existentes mediante procesos de monitoreo y evaluación, así como de desarrollar, formular e implementar otras políticas que respondan a las demandas y realidades sociales de las mujeres que no desean ser madres.

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Biografía del autor/a

Camila Rebouças Fernandes, Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira - IFF/Fiocruz

Doutoranda em Saúde da Criança e da Mulher no Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/FIOCRUZ). Mestra em Políticas Públicas em Direitos Humanos pelo Núcleo de Estudos de Políticas Públicas em Direitos Humanos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (NEPP-DH/UFRJ). Especialista em Saúde da Criança e do Adolescente Cronicamente Adoecidos (IFF/FIOCRUZ). Graduada em Serviço Social pela Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ESS/UFRJ).

Daniel de Souza Campos, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Professor Adjunto da Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ESS/UFRJ). Coordenador do Grupo de Extensão Prevenção à Violência Sexual. Doutor em Serviço Social (ESS/UFRJ).

Cómo citar

CAMILA REBOUÇAS FERNANDES; DANIEL DE SOUZA CAMPOS. EL LUGAR DE LA ANTICONCEPCIÓN FEMENINA EN TRES POLÍTICAS DE SALUD PÚBLICA BRASILEÑA. Brazilian Journal of Research in Applied Social Sciences, [S. l.], v. 2, n. 1, p. 18–32, 2023. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/BJRASS/article/view/115907. Acesso em: 10 apr. 2026.

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