PARTICIPAÇÃO DO CAPITAL BRASILEIRO NA CADEIA PRODUTIVA DO FRANGO DE CORTE Estratégia para o desenvolvimento do agronegócio nacional

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Gabriel da Silva Medina
Marcos Barcellos Café
Jofran Luiz de Oliveira

Resumo

O conhecimento das cadeias produtivas do agronegócio feito no Brasil permite ações assertivas para o fomento de setores de interesse estratégico para o país. Um dos aspectos fundamentais a ser considerado é onde há oportunidades para ampliar a participação de grupos nacionais em relação aos multinacionais. Objetiva-se neste trabalho identificar a participação das empresas brasileiras nos principais segmentos da cadeia de suprimentos do frango de corte produzido no Brasil. O levantamento foi feito a partir de consulta ao material institucional das empresas e das associações setoriais que atuam nas principais etapas produtivas. O estudo revela que 45,8 % da cadeia produtiva do frango são controlados por grupos brasileiros, enquanto que 54,2 % pertencem a multinacionais. A participação doméstica se destaca nos segmentos de frigoríficos (com 82,8 % de participação doméstica), de nutrição (com 60,7 %) e de produção (com 100 %). Por outro lado, a participação de grupos brasileiros é inferior nos segmentos de genética (com 1 % de participação brasileira), de saúde animal (com 15,3 %) e de equipamentos (com 15,0 %). Entre as estratégias para o crescimento do agronegócio do país, deve ser considerado o aumento da participação de grupos domésticos ao longo dos segmentos agroindustriais que melhor remuneram capital e trabalho.

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Detalhes do Artigo

Como Citar
MEDINA, G. DA S.; CAFÉ, M. B.; OLIVEIRA, J. L. DE. PARTICIPAÇÃO DO CAPITAL BRASILEIRO NA CADEIA PRODUTIVA DO FRANGO DE CORTE. Revista Científica Agropampa, v. 3, n. 3, p. 21-34, 12 dez. 2020.
Seção
Artigos
Biografia do Autor

Gabriel da Silva Medina, Universidade de Brasília

Professor Associado da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da Universidade de Brasília (UnB). Licenciado Pleno em Ciências Agrárias (2001) com mestrado em Agriculturas Familiares e Desenvolvimento Sustentável pela Universidade Federal do Pará. Doutor em Ciências Naturais pela Universidade de Freiburg (Alemanha) (2008), revalidado como doutor em Ciências Agrárias. Professor dos Programas de Pós-graduação em Agronegócios da UnB e da Universidade Federal de Goiás. Experiência de pesquisa em agronegócio, política agrícola e desenvolvimento rural.

Marcos Barcellos Café, Universidade Federal de Goiás

Professor Titular da Escola de Veterinária e Zootecnia da Universidade Federal de Goiás. Graduado em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Goiás (1987), Mestrado em Zootecnia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1993), Doutorado em Zootecnia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2001) com Estágio no Exterior na University of Arkansas (2001) e Pós Doutorado na University of Gerogia (2004) na área de Poultry Science. Tem experiência em produção e nutrição de aves, atuando principalmente nos seguintes temas: frangos de corte, poedeiras comerciais, incubação, manejo, nutrição, ambiência e biosseguridade de aves.

Jofran Luiz de Oliveira, Universidade Federal de Rondonópolis

Professor Adjunto do curso de Engenharia Agrícola e Ambiental da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR). Graduado em Engenharia Agrícola pela Universidade Federal de Campina Grande - UFCG com período sanduiche na Iowa State University - ISU-EUA. Mestre em Engenharia Agrícola pela Universidade Federal de Viçosa - UFV. Doutor em Engenharia Agrícola e de Biossistemas pela Iowa State University ISU-EUA. Atualmente é professor colaborador no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola da UFR. Tem experiência nas áreas de Construções Rurais e Ambiência em Instalações Rurais, Comportamento e Bem-Estar Animal, Aproveitamento de Energia de Biomassa, Materiais Alternativos para Construções.