Santana do Livramento: uma análise de dados históricos do mercado de trabalho.
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Resumo
Este artigo apresenta uma pesquisa quantitativa de dados históricos de indicadores de “Trabalho e Rendimento” dos Censos do IBGE de 1940 a 2010, e de indicadores do mercado de trabalho formal, a partir de dados do Registro Anual de Informações Sociais (RAIS) das décadas de 2000, 2010 e 2021. Os dados coletados, submetidos a análise estatística, evidenciaram, em geral, um mercado de trabalho historicamente precário, com altos índices de desemprego e “informalidade”, composto, predominantemente, por uma classe trabalhadora com baixos níveis de escolaridade e de rendimentos. Desigualdades de gênero e etnia também foram evidenciadas. As mulheres têm a menor participação no mercado, estão maiormente alocadas em atividades “informais” e apresentam menores níveis de rendimentos com relação a população masculina, isso apesar de comporem o maior percentual da PEA e de possuírem os maiores níveis de escolaridade. Com relação a etnia, os dados apontaram diferenças significativas relacionadas ao nível educacional e a média de rendimentos entre a população ocupada, com prejuízo às pessoas autodeclaradas “pretas” e “pardas”, configurando, assim, a restrição histórica e estrutural aos capitais cultural e econômico desses grupos. O mercado de trabalho formal segue algumas tendências do mercado em geral: baixos rendimentos e níveis escolares, desigualdades de gênero.
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