CONSUMIMOS O QUE NÃO TEM PREÇO E QUE NÃO ESTÁ NAS PRATELEIRAS DO VIRTUAL.
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Resumo
Esse ensaio tem a intenção de refletir e a promover um diálogo teórico conceitual a respeito do consumo como forma de interação em uma sociedade midiatizada em que vivemos atualmente. Com isso, surge uma pergunta que se propõe a provocar: Porque você consome? O que faz você comprar? As respostas podem ser as mais variadas possíveis de acordo com o contexto e subjetividade de quem as responde. Porém historicamente, é possível afirmar, que o consumo sempre foi um sinônimo de ascensão social, um privilégio restrito a grupos de maior poder aquisitivo. Consumir determinados produtos ou bens simbólicos significa, muitas vezes, uma forma de diferenciar e de aproximar. Sobretudo, com a intensificação e popularização das redes sociais é comum observar esse fenômeno, quando fica evidente a tentativa de estetizar cada momento, cada experiência e cada novo consumo. Em uma sociedade marcada pela lógica do consumo, pela lógica das relações de compra e venda como aspecto fundamental da estruturação de novas relações, o que se percebe é que o consumo está em toda parte e intrinsecamente impregnado nas mais diferentes esferas das relações humanas. Consumir não é só escolher, pagar, obter e usar determinado produto ou serviço é também sobremaneira, uma busca íntima por pertencimento.
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Referências
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