A A SUSTENTABILIDADE EM TERRITÓRIOS INDÍGENAS: UM ESTUDO DE CASO NO TERRITÓRIO INDÍGENA INHACORÁ

Artigo principal Conteúdo

Tiago Zardin Patias
Aline Anklam
Suelen Priscila Buffon Muhl
Michel Barboza Malheiros
Queli Jaíne Heck

Resumo

A sustentabilidade no mundo contemporâneo vem adquirindo grande destaque dentro das organizações, governos, universidades, territórios e a sociedade como um todo. Mesmo naqueles territórios que tradicionalmente estas questões sempre estiveram presentes, hoje há que se analisar e verificar as mudanças que estão em curso. Este artigo tem por objetivo fazer uma análise da sustentabilidade em um Território Indígena, com base no tripé econômico, social e ambiental. O ambiente de análise é a Terra Indígena Inhacorá, localizada no município de São Valério do Sul - RS – Brasil, a qual é habitada exclusivamente por indígenas Kaingang. Utilizou-se da estratégia do estudo de caso, por meio de uma pesquisa exploratória através de entrevista com o cacique da terra indígena e observação direta. Os resultados mostram que o povo do Território Indígena sabe da importância da sustentabilidade, contudo ressalta-se que as políticas não foram feitas para atender as demandas indígenas e que, por diversas vezes, a terra é sua fonte de sustento. Com isso, destaca-se a importância da prefeitura e Estado desenvolverem políticas públicas para sanarem as necessidades primordiais do Território Indígena Inhacorá.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Detalhes do Artigo

Como Citar
ZARDIN PATIAS, T.; ANKLAM, A.; BUFFON MUHL, S. P.; BARBOZA MALHEIROS, M.; HECK, Q. J. A A SUSTENTABILIDADE EM TERRITÓRIOS INDÍGENAS: UM ESTUDO DE CASO NO TERRITÓRIO INDÍGENA INHACORÁ. Revista Estratégia e Desenvolvimento, v. 3, n. 1, 23 abr. 2020.
Seção
Artigos
Biografia do Autor

Tiago Zardin Patias, 55991525151

Graduado em Administração (2002) e pós-graduado em Gestão de Pessoas (2006) pela Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ). É Mestre em Administração (2008) pela Universidade de Caxias do Sul (UCS). Doutor em Administração (2017) pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Atualmente é Professor Adjunto na Universidade Federal de Santa Maria - Campus Palmeira das Missões, atuando nos cursos de Administração Diurno e Noturno, no Programa de Pós-Graduação em Agronegócios e Coordenador do Curso de Administração Diurno.

Aline Anklam, UFSM

Bacharel em Administração pela Universidade Federal de Santa Maria - UFSM - Campus Palmeira das Missões. Foi Bolsista de extensão do Projeto Desenvolvimento Regional e Sustentável.

Suelen Priscila Buffon Muhl, UFSM

Bacharel em Administração na Universidade Federal de Santa Maria - UFSM - Campus Palmeira das Missões.

Michel Barboza Malheiros, UFSM

Mestrando em Administração na Universidade Federal de Santa Maria - UFSM e Bacharel em Administração na UFSM - Campus Palmeira das Missões. Foi bolsista de extensão do Projeto Desenvolvimento Regional e Sustentável.

Queli Jaíne Heck, UFSM

Bacharel em Administração pela Universidade Federal de Santa Maria - UFSM - campus Palmeira das Missões.

Referências

BARBIERI, J. C. Organizações inovadoras sustentáveis. In: BARBIERI, J. C.; SIMANTOB, M. A. (Org.). Organizações inovadoras sustentáveis: uma reflexão sobre o futuro das organizações. São Paulo: Atlas, 2007.

BARDIN, L. Análise de conteúdo. 5 ed. Lisboa: Edições 70, 2009.

BEHRING, E. R.; BOSCHETTI, I. C. Política social e método. In. BEHRING, E. R.; BOSCHETTI, I. C. Políticas sociais: fundamentos e história. São Paulo: Cortez, 2008.

BERMEJO, R. Economía sostenible, principios, conceptos e instrumentos. Bilbao: Bakeaz, 2001.

BOFF, L. Sustentabilidade: o que é - o que não é. Petrópolis: Vozes, 2012.

BONN, I.; FISHER, J. Sustainability: the missing ingredient in strategy. Journal of Business Strategy, v. 32, n. 1, p. 5 - 14, 2011.

BRASIL, M. V. O.; POMPEU, R. M.; OLIVEIRA, F. C. As bases epistemológicas do desenvolvimento sustentável. In: ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DA PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO, 38., Rio de Janeiro. Anais…Rio de Janeiro: Enanpad, 2014.

BRAZÃO, P. A prática social, a tecnologia e a construção do currículo. In: MENDONÇA, A.; BENTO, A. Educação em tempo de mudança. Funchal: Cie - Uma, 2008. p. 107-113. Disponível em: . Acesso em: 20 abr. 2018.

BROWN, B. J.; HANSON, M. E.; LIVERMAN, D. M.; MERIDETH, R. W. Forum global sustainability: toward definition. Environmental Management, v. 11, n. 6, p. 713 - 719, 1987.

CARNEIRO, D. M. R. Visitando o século XXI: inovações para a sustentabilidade em destinos turísticos brasileiros. 2014. 350 f. Tese (Doutorado em Desenvolvimento Sustentável) - Centro de Desenvolvimento Sustentável, Universidade de Brasília, Brasília. 2014.

COBB, J. B. Sustainability: economics, ecology, and justice. Maryknoll, New York: Orbis, 1992.

DOVERS, S. R. A framework for scaling and framing policy problems in sustainability. Ecological Economics, v. 12, p. 93 - 106, 1995.

DRESNER, S. The principles of sustainability. London: Earthscan, 2002.

ELKINGTON, J. Cannibals with forks: the triple bottom line of 21st century business. Oxford: Capstone Publishing, 1999.

ELKINGTON, J. Enter the Triple Bottom Line: does it all add up? London: Earthscan, 2004.

FIORILLO, C. A. P. Curso de direito ambiental brasileiro. 17. ed. São Paulo: Saraiva, 2017.

FOSSATTI, N. C.; LUCIANO, E. M. (Org.) Prática profissional em administração: ciência, método e técnicas. Porto Alegre: Sulina, 2008.

FUNAI. Demarcação de terras indígenas. 2018. Disponível em: . Acesso em: 23 abr. 2018.

GLADWIN, T. N.; KENNELLY, J. J.; KRAUSE, T. S. Shifting paradigms for sustainable development: implications for management theory and research. Academy of Management Review, v. 20, n. 4, p. 874 - 907, 1995.

HARRIS, J.; WISE, T.; GALLAGHER, K.; GOODWIN, N. (Org.). A survey of sustainable development: social and economic dimensions. Washington: Island Press, 2001.

HERNANDES, J. P. G. Marketing e sustentabilidade: sinergias e lacunas. 2014. 237 f. Tese (Doutorado em Administração) - Faculdade de Economia e Administração, Universidade de São Paulo, São Paulo. 2014.

HOLLING, C. S. Theories for sustainable futures. Conservation Ecology, v. 4, n. 2, 2000. Disponível em: . Acesso em: 14 Ago. 2015.

HOURNEAUX JUNIOR, F. Relações entre as partes interessadas (stakeholders) e o sistema de mensuração de desempenho das organizações. 2010. 218 f. Tese (Doutorado em Administração) - Faculdade de Economia e Administração, Universidade de São Paulo, São Paulo. 2010.

IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo demográfico. 2010. Disponível em: . Acesso em: 28 mar. 2018.

INSTITUTO SOCIOAMBIENTAL. Povos Indígenas no Brasil., 2014. Disponível em: . Acesso em: 03 mar. 2018.

JAHN, A. C.; ANDRIOLLI, E. M.; POHIA, G. M.; MANZZONETTO, J.; SOLER, M. G. P. O retorno dos Kaingang à Terra Indígena Inhacorá após a desapropriação: desafios e possibilidades. Revista Orbis Latina, v. 17, n. 3, p. 108-118, 2017. Disponível em: . Acesso em: 12 abr. 2018.

MENDONÇA, G, D.; LIMA, F. J.; GUSMÃO, A, C. O uso da tecnologia como ferramenta de compartilhamento e preservação do dialeto indígena. In.: CONGRESSO BRASILEIRO DE INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO, 4., Maceió. Anais... Porto Alegre, RS, CBIE, 2015. Disponível em: . Acesso em: 22 abr. 2018.

MORIMOTO, R; ASH, J.; HOPE, C. Corporate social responsibility audit: from theory to practice. Journal of Business Ethics, v. 62, n. 4, p. 315 - 325, 2005.

NASCIMENTO, E. P. Trajetória da sustentabilidade: do ambiental ao social, do social ao econômico. Estudos Avançados, v. 26, n. 74, p. 51 - 64, 2012.

PEZZEY, F. Economic analysis of sustainable growth and sustainable development. (Working Paper n. 15). Washington: World Bank, Environment Department, 1989.

PLACET, M.; ANDERSON, R.; FOWLER, K. M. Strategies for sustainability. Research Technology Management, v. 48, n. 5, p. 32 – 41, 2005.

PORTAL KAINGANG. Demarcação de terras indígenas Kaingang. 2017. Disponível em: . Acesso em: 12 abr. 2018.

PORTAL TERRAS INDÍGENAS NO BRASIL. Mapa da área. 2018. Disponível em: . Acesso em: 04 mar. 2018.

SANDHU, S. Shifting paradigms in corporate environmentalism: from poachers to gamekeepers. Business and Society Review, v. 115, n. 3, p. 285 - 310, 2010.

SARRETA, C. R. L. Meio ambiente e consumo sustentável: direitos e deveres do consumidor. Passo Fundo: UFP, 2007.

SERPA, D. A. F; FOURNEAU, L. F. Responsabilidade social corporativa: uma investigação sobre a percepção do consumidor. Revista de Administração Contemporânea, v. 11, n. 3, p. 83 - 103, 2007.

SIKDAR, S. K. Sustainable development and sustainability metrics. American Institute of Chemical Engineers Journal, v. 49, n. 8, p. 1928 - 1932, 2003.

SOUZA, D. V.; ZIONI, F. Novas perspectivas de análise em investigações sobre meio ambiente: a teoria das representações sociais e a técnica qualitativa da triangulação de dados. Saúde e Sociedade, v. 12, p. 76-85, 2003.

SOUZA, A. H. C.; LIMA, A. M. A.; MELLO, M. A. A.; OLIVEIRA, E. R.. A relação dos indígenas com a natureza como contribuição à sustentabilidade ambiental: uma revisão da literatura. Revista Destaques Acadêmicos, v. 7, n. 2, p. 88-95, 2015. Disponível em: . Acesso em: 24 abr. 2018.

TACHIZAWA, T. Gestão ambiental e responsabilidade social corporativa: estratégias de negócios focadas na realidade brasileira. São Paulo: Atlas, 2010.

VEIGA, J. E. Para entender o desenvolvimento sustentável. São Paulo: Editora 34, 2015.

VIEGAS, P. B.; BIANCHI, R. C.; MEDEIROS, F. S. B. Práticas sustentáveis ambientais utilizadas no setor de pós-vendas em concessionárias de veículos leves: um estudo de multicasos. GEPROS - Revista Gestão da Produção, Operações e Sistemas, v. 10, n. 1, p. 101-117, 2015. Disponível em: . Acesso em: 23 abr. 2018.

WEIS, B. M. C. Indígenas, sustentabilidade e meio ambiente. Âmbito Jurídico, 2018. Disponível em: . Acesso em: 26 abr. 2018.

WENGER, E. Communities of practice lerarnig, meaning and identity. Cambridge, New York: Cambridge University Press, 1998.

WORLD COMMISSION ON ENVIRONMENT AND DEVELOPMENT. Our Common Future. Oxford: Oxford University Press, 1987.

YIN, R. K. Estudo de caso: planejamento e métodos. 5 ed. Porto Alegre: Bookman, 2015.