Os investimentos chineses na América Latina: os casos da Argentina, Brasil, México e Venezuela (2010-2020)
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Resumo
A República Popular da China (RPC) experienciou, a partir da década de 1970, uma onda de reformas políticas, sociais e sobretudo econômicas que propulsionaram o renascimento do dragão asiático no Sistema Internacional como uma importante peça do xadrez global. A adoção da política Going Out possibilitou uma inserção mais concreta da China na agenda internacional e sua consequente aproximação com outras regiões do globo. Neste contexto, a América Latina emergiu como um cenário estratégico para a ascensão chinesa ao status de potencial hegemon na ordem mundial que aos poucos se constrói. Deste modo, o crescente interesse da RPC em fortalecer os vínculos com os países latino-americanos se manifestou primeiramente por meio do comércio e foi seguido pela exportação de capitais. Com base nisso e a partir de um viés analítico-descritivo, a presente pesquisa se propôs a compreender quais são os interesses e desafios dos investimentos chineses na América Latina, com enfoque particular na Argentina, Brasil, México e Venezuela. Para tal, partiu-se da hipótese de que tais investimentos se constituem como parte de uma abrangente estratégia da política externa de ascensão pacífica da China que visa ao aprofundamento da Cooperação Sul-Sul, sendo a América Latina, nessa conjuntura, uma região-chave para o IED chinês.
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