Violência e processos eleitorais na África Austral

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Nathaly Schutz

Resumo

Os países da África Austral, após um período de grandes crises violentas, frutos dos processos de independência e do contexto da Guerra Fria, pacificaram-se, em sua maioria, no final da década de 1990 e início dos anos 2000, com a exceção do Zimbábue, que segue sendo um dos principais focos de instabilidade na região. Na última década, todavia,  episódios violentos tornaram-se recorrentes em alguns países da região. Grande parte dessas crises violentas relaciona-se aos processos eleitorais. Os conflitos atuais envolvem, assim, questões de representatividade e de restrição da participação política, evidenciando aspectos característicos do processo de construção do Estado e de suas instituições. O objetivo dessa pesquisa é analisar as crises violentas ocorridas nos países da África Austral, a partir de 2010, relacionadas com eleições e liberdade de organização política. Parte-se do pressuposto de que há uma relação entre as variáveis restrição de direitos políticos e conflitos internos. Os casos analisados, considerando os países da região que apresentam conflitos relacionados a aspectos políticos segundo o Conflict Barometer, serão: Angola, Moçambique, África do Sul, Tanzânia e Zimbábue.  A pesquisa irá adotar a metodologia qualitativa e o método de abordagem será o comparativo.

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Violência e processos eleitorais na África Austral. Cadernos de Relações Internacionais e Defesa, [S. l.], v. 3, n. 4, p. 75–94, 2022. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/CRID/article/view/111129. Acesso em: 9 abr. 2026.