OBSERVAÇÃO DA AÇÃO DO ETILENO SOBRE O AMADURECIMENTO DE FRUTOS CLIMATÉRICOS

Autores

  • Glória de Oliveira
  • Vitória Alícia Boaventura de Oliveira
  • Yasmin Miranda de Paula
  • Ailton Jesus Dinardi

Palavras-chave:

Banana, Botânica, Fitormônios

Resumo

A aprendizagem significativa é relacional, quanto maior o interesse do estudante, mais disposto ele estará a incorporar o novo conhecimento em seu marco conceitual, ou seja, o ensino precisa utilizar ferramentas que desperte este interesse. Com relação ao ensino de Botânica, Araújo e Miguel (2013) descrevem que o ensino nesta área se apresenta voltado para exposição didática dos conteúdos, o que vem a desmotivar e dificultar o aprendizado dos alunos. Normalmente para o ensino dos conteúdos nesta área, não são utilizados procedimentos que permitam o contato dos alunos com os vegetais, o que tornam maiores as dificuldades de ensinar e, consequentemente, de aprender Botânica. Diante destas afirmações faz-se necessário que os professores desenvolvam estratégias de ensino e aprendizagem que produzam conhecimento, que realmente tenham significados aos estudantes. Dentro do ensino de Botânica, encontra-se o estudo dos fitormônios, substâncias produzidas internamente nos vegetais que regulam seu crescimento e seu desenvolvimento. Existem cinco classes de hormônios que atuam no desenvolvimento vegetal: auxinas, citocininas, giberelinas, ácido abscísico e etileno. O Objetivo deste experimento foi demonstrar que o Etileno está relacionado com o amadurecimento dos frutos climatéricos. Os frutos climatéricos são os colhidos verdes, que amadurecem após a colheita, já os frutos não-climatéricos são aqueles que se colhidos verdes não amadurecem, pois depois da colheita sofrem apenas mudanças degradantes. Como exemplos de frutos climatéricos, podemos citar: tomate, caqui, pêssego, manga, melão, abacate, banana e maçã. Já em relação aos frutos não-climatéricos teríamos como exemplos: cereja, abacaxi, morango, uva, melancia e laranja. De forma bastante simples, a metodologia utilizada foi testar em ambiente natural, frutos climatéricos verdes (bananas) e frutos não climatéricos (laranjas) com maçãs maduras (fonte de produção do etileno). Foram separadas e deixadas em temperatura ambiente três bananas (T1) e três laranjas (T2). Nos tratamentos 3 e 4 foram acondicionadas em embalagens plásticas, três bananas e uma maçã (T3) e três laranjas e uma maçã em embalagem plástica (T4). Os tratamentos 5 e 6 foram formados por três bananas e uma maçã, em embalagem de papel e três laranjas e uma maçã em outra embalagem de papel, respectivamente. As embalagens foram vedadas e mantidas em temperatura ambiente. No acompanhamento semanal as bananas do T3 amadureceram mais rápido que as bananas do T1 e do T5. Com relação as laranjas não houve diferenças de maturação. A explicação para as bananas do T3 amadurecerem mais rápidas que as bananas do T5 se encontra no tipo de embalagem, pois o etileno é um fitormônio gasoso e a embalagem de papel não retém de forma eficaz este gás. O desenvolvimento do experimento também mostrou que não depende de laboratórios sofisticados e que o mesmo poderá ser utilizado como ferramenta de ensino e aprendizagem de botânica.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

OBSERVAÇÃO DA AÇÃO DO ETILENO SOBRE O AMADURECIMENTO DE FRUTOS CLIMATÉRICOS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/87542. Acesso em: 13 maio. 2026.