ESTUDO ORIENTADO: EM BUSCA DO DESENVOLVIMENTO DA AUTONOMIA NO ESTUDO DE PROGRESSÕES ARITMÉTICAS
Palavras-chave:
Autonomia, Caminhos, Conhecimento, Estudo, PossibilidadeResumo
O presente trabalho foi desenvolvido durante o Estágio Supervisionado IV, conhecido também como o segundo estágio de regência, pelas autoras e acadêmicas do curso de Licenciatura em Matemática do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Farroupilha campus São Borja. Ele foi aplicado em forma de oficina em 2 turmas do 2º ano do Ensino Médio Integrado Eventos da mesma instituição. Barbot e Camatarri (2001, p.28) defendem o conceito de autonomia como o comportamento de um sistema que tem, em si, ou que estabelece, por si mesmo, a sua própria validade ou as regras da sua própria ação. Portanto, dentro do contexto escolar, autonomia é reconhecer a necessidade de buscar construir o saber por si mesmo, sendo assim, o papel do professor é ser mediador da busca pela construção do conhecimento e despertar nos alunos o interesse em serem autônomos em seus estudos. Seguindo esse pensamento, buscou-se, inspirado no método de estudo desenvolvido pelo educador Fábio Ribeiro Mendes, propiciar aos educandos a possibilidade de serem autonômos em seus estudos através de uma oficina de estudo orientada. Tal oficina aconteceu do seguinte modo: Primeiramente, os alunos receberam impresso um material contendo definições, propriedades, dedução de fórmulas e exemplos de Progressões Aritméticas (P. A.). Logo após, a oficina foi dividida em 5 etapas: 1ª etapa (leitura panorâmica): os alunos receberam 5 min para ler o material rapidamente e obter uma ideia geral do conteúdo (do que se trata); 2ª etapa (marcação de trechos): os alunos receberam 15 min para ler o material com calma e marcar com colchetes os trechos que consideraram importantes; 3ª etapa (palavras-chaves): os alunos receberam 5 min para marcar palavras-chaves nos trechos destacados na 2ª etapa; 4ª etapa (anotações): os alunos receberão 10 min para fazerem anotações livres com base no que foi marcado e sublinhado. Por final, a 5ª etapa (conclusão orientada) foi voltada para a organização do conhecimento, nessa etapa o (a) professor (a) faz perguntas para os alunos a respeito do conteúdo estudado, esquematizando suas respostas no quadro e orientando-os para que construam uma linha de raciocínio a fim de organizar o conhecimento. O professor deve tirar as dúvidas que surgirem buscando interferir o mínimo possível, pois, a ideia é de que os alunos edifiquem seu próprio conhecimento. Com a aplicação dessa oficina, podemos concluir que trabalhar a autonomia do aluno exige tanto do educador que deve fornecer caminhos para que o educando seja autônomo em seus estudos quanto do educando que precisa tomar decisões e desenvolver o papel de agente ativo ao buscar desenvolver sua independência acadêmica. No entanto, se ambos tiverem uma boa comunicação e buscarem construir a autonomia, mesmo que algumas práticas sejam mais eficazes que as outras, no final é possível contribuir positivamente com o processo de aprendizagem e notar um bom desenvolvimento.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
ESTUDO ORIENTADO: EM BUSCA DO DESENVOLVIMENTO DA AUTONOMIA NO ESTUDO DE PROGRESSÕES ARITMÉTICAS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/87241. Acesso em: 15 maio. 2026.