CAMPO AGROSTOLÓGICO NO ESTUDO DE ESPÉCIES DE PLANTAS FORRAGEIRAS UNIPAMPA, CAMPUS ITAQUI

Autores

  • Carine Rodrigues
  • Eduardo Avelino Faleiro
  • Renata da Rosa Dornelles
  • Mariana Trindade Barreto
  • Eduardo Bohrer de Azevedo

Palavras-chave:

Ensino, praticas, pastagens

Resumo

O campo Agrostológico tem grande importância nas aulas teóricas e práticas como desenvolvimento didático fundamental para formação acadêmica. Faz com que os alunos vivenciem o conhecimento estudado em sala de aula e acompanhar as características de manejo de diferentes plantas forrageiras. O projeto de ensino do Campo Agrostológico, tem como objetivo apoiar ações práticas ligadas à disciplina de Forragicultura e Pastagens do curso de Agronomia do campus de Itaqui. O Campo Agrostólogico está implantado na área experimental da UNIPAMPA, Campus Itaqui. Foram preparados canteiros de 9 m2, onde cada canteiro foi utilizada para uma espécie forrageira, sendo elas: Amendoim forrageiro (Arachis pintoi), Azevem Anual (Lolium multiflorum), Braquiária xaraés (Brachiaria brizantha cv. Xaraés), Braquiária piatã (Brachiaria cv. Piatã), Capim Aruana (Panicum maximum), Capim Elefante Anão (Pennisetum purpureum schum. cv Mott), Capim Elefante (Pennisetum purpureum Schum.) Capim Mombaça (Panicum maximum cv mombaça), Cornichão (Lotus corniculatus.), Pangola (Digitaria decumbens),Trevo Branco (Trifolium repens), Trevo Vermelho (Trifolium pratense L.), Tifton 85 (Cynodon spp). No semestre letivo de 2016/2 uma dupla de alunos matriculados no componente curricular Forragicultura e Pastagens, do curso de Agronomia, ficou responsável por uma espécie forrageira, realizando todos os tratos culturais necessários, incluindo adubação, irrigação e controle de plantas daninhas. As alturas do dossel forrageiro eram medidas com o auxílio de uma régua, considerando a altura do dossel como a altura da folha mais próxima da régua, tomando-se 12 medidas por parcela. Realizava-se o corte da pastagem, para determinação da produção de forragem. Uma amostra era coletada e então levada para estufa de ventilação forçada a 55°C por 72 horas. Posteriormente realizava-se a separação dos componentes morfológicos em folha, colmo e inflorescência. Por se tratar de espécies forrageiras, após o estabelecimento da pastagem, as mesmas foram manejadas de acordo com o recomendado pela literatura, considerando as alturas ideais para a realização do corte bem como a altura de resíduo recomendada. Os alunos responsáveis tomaram os dados da pastagem de forma a caracterizá-la e assim poder traçar um comparativo e acompanhar o desenvolvimento das mesmas. Ao final do semestre os discentes entregaram um relatório com as atividades realizadas e com os dados coletados, e fizeram uma apresentação que constou como parte de avaliação do componente curricular. A prática realizada no campo agrostológico propiciou a aproximação da fundamentação teórica vista em sala de aula com as condições de manejo e adaptação dessas espécies forrageiras, contribuindo na disciplina e promovendo o conhecimento de diferentes cultivares. Durante todo o semestre além do preparo dos canteiros, cuidados com a limpeza e tratos culturais e adubação, teve como forma de avaliação, vários fatores como a produção de matéria seca, composição morfológica e taxa de crescimento ao longo do período de acompanhamento dos canteiros. O campo agrostológico serviu de apoio às aulas teóricas, uma vez que os discentes puderam acompanhar todo o desenvolvimento das pastagens durante as avaliações. Os resultados foram positivos, considerando que a taxa de reprovação na disciplina foi baixa.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

CAMPO AGROSTOLÓGICO NO ESTUDO DE ESPÉCIES DE PLANTAS FORRAGEIRAS – UNIPAMPA, CAMPUS ITAQUI. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 9, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/85469. Acesso em: 16 out. 2026.