HARRY POTTER E A ESCRITA CRIATIVA EM UMA ESCOLA DE ARROIO GRANDE

Autores

  • Tuania Nunes
  • Jéssica Brião Nunes
  • Cátia Rosana Dias Goulart

Palavras-chave:

Leitura, Escrita, Criativa, Fanfiction, Relações, interpessoais, ambiente, escolar, Literatura

Resumo

Este trabalho foi desenvolvido no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) e partiu de observações que realizamos em uma escola de Arroio Grande/RS, nosso local de intervenção. Da primeira etapa do trabalho chamou nossa atenção tanto o desinteresse manifestado pela professora e estudantes sobre a leitura em sala de aula quanto questões de relacionamento entre os estudantes, bem como entre eles e seus vários professores. Considerando esses aspectos desenvolvemos um conjunto de ações que envolveram leitura de texto ficcionais e de produção textual, a partir de técnicas da Escrita Criativa. Com base em fundamentos apontados por Multiletramentos na escola (ROJO; MOURA, 2012) tanto ao que se refere à diversidade linguística e cultural de nossos estudantes quanto aos múltiplos canais de comunicação e arte na época atual, promovemos a leitura do um filme Harry Potter e A Pedra Filosofal (2000), Cris Columbus, cuja base é uma obra literária. Com o suporte de técnicas da Escrita Criativa, WARREN (2000) viabilizamos que os estudantes não só experimentassem um lugar de leitor-escritor, mas também refletissem, nos debates e em suas produções escritas, sobre as relações interpessoais em ambiente escolar. A escolha da obra Harry Potter e A Pedra Filosofal (2000), de J.K Rowling, como centro de nosso trabalho deve-se, portanto, não só ao fato de que ela é um best seller entre diferentes gerações de jovens, mas também a que ela se desenvolve predominantemente no ambiente escolar. A leitura de obras ficcionais - filme, passagens do texto original e de outras da série, texto de fãs, web - e a produção de texto enquanto Escrita Criativa buscou tendo como objetivo, sobretudo, que o estudante buscasse construir sua voz por intermédio de estratégias da ficção e aprendesse a lidar com a linguagem literária, tanto no âmbito da leitura quanto da produção de texto. Os estudantes produziram seus textos de fanfic e leram os livros feitos em sala de aula. Com a experiência docente desenvolvida percebemos que a falta de espaço para leitura de obras ficcionais e conhecimentos básicos de literatura podem e fazem a diferença na recepção desse tipo de trabalho em ambiente escolar. Preparar as ações bem fundamentadas, mas, sobretudo abrir para reflexões coletivas, debates, sobre o texto, e atentar para os processos de leitura de cada estudante é fundamental. Além de prazer pela leitura, concentração e criatividade, percebemos que o prazer despertado por textos ficcionais pode enriquecer a vida de um profissional de qualquer área e que a prática da escrita criativa também apresenta exercícios específicos para se colocar no lugar do outro enquanto leitor e criador de textos. E isso aconteceu, tanto com os pibidianos em sala de aula, como com os próprios alunos escrevendo seus textos, a partir de métodos de escrita criativa. A empatia e a maneira de olhar para o mundo diferente foi que fez o trabalho ficar prazeroso e de boa valia para todos.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

HARRY POTTER E A ESCRITA CRIATIVA EM UMA ESCOLA DE ARROIO GRANDE. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/87942. Acesso em: 13 maio. 2026.