PERCEPÇÃO ERGONÔMICA DOS DISCENTES RELACIONADA ÀS SALAS DE ESTUDOS DE UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR

Autores

  • Ana Branco
  • Ana Branco
  • João Pedro Antonellini de Biagi
  • Caroline Afonso da Silva
  • Tatiana Nardon Noal

Palavras-chave:

ERGONOMIA, CONFORTO, SAÚDE

Resumo

A Ergonomia, segundo Falzon (2018), é o estudo da adaptação do trabalho ao ser humano. Na atualidade, a Ergonomia tem se interessado cada vez mais pelas atividades da prática de ensino, realizando estudos para melhoria da eficiência dos resultados de todos envolvidos. E devido às constantes mudanças que o cenário social, privado e institucional vem sofrendo, é necessário que se faça uma releitura de como andam a relação homem/empresa, e como estão ligados todos os fenômenos que direta ou indiretamente afetam o trabalho da organização, como um todo. Em universidades é comum que os estudantes façam uso de salas de estudos, utilizando-as para realizar suas atividades durante grande parte do dia. Essas salas geralmente, são constituídas apenas por mesas e cadeiras. Tendo também ambientes onde são ofertadas apenas cadeiras com apoio, o que gera um desconforto para quem as utiliza. Este artigo teve como objetivo analisar a percepção dos estudantes em relação aos ambientes de estudo da Universidade Federal do Pampa Campus Bagé, através de um formulário online. O formulário utilizado possuía nove questões, sendo elas em relação a gênero, idade, conhecimento sobre Ergonomia, conforto das salas de estudos e cadeiras, iluminação, temperatura e ruído dos ambientes disponibilizados para estudo na instituição. O questionário ficou disponibilizado na rede durante uma semana e alcançou 111 respostas, analisando-as foi possível perceber que na visão dos alunos alguns fatores ergonômicos deixam a desejar. De 100% dos respondentes, 67,6% se identificaram como sexo feminino e 45% compreendem a idade entre 18 e 22 anos. Como o questionário era destinado a toda comunidade acadêmica, buscou-se saber qual o nível de conhecimento dos alunos em relação a Ergonomia, obtendo 53,2% de respostas positivas quando perguntados se possuíam algum conhecimento em relação ao tema. Ainda, as avaliações que demonstraram mais insatisfações foram as relacionadas ao conforto das cadeiras disponibilizadas e ao elevado nível de ruído dos ambientes. E, o aspecto mais avaliado positivamente foi em relação a limpeza dos ambientes, obtendo um percentual de concordância de 49,5%. Com isso, é possível concluir que é necessário uma reavaliação ergonômica acerca dos itens que obtiveram um índice baixo de aprovação. Visto que, estas condições ergonômicas afetam diretamente a qualidade de vida do discente, pois grande parte do dia os alunos passam nestes locais para realizar estudos, trabalhos, podendo prejudicar o rendimento acadêmico, a saúde por meio de dores do corpo devido às cadeiras não confortáveis. Ainda, vale ressaltar que trabalhos que visem as melhorias dos ambientes de estudo e lazer são necessários para que cada vez mais os riscos ergonômicos sejam reduzidos trazendo uma melhor qualidade de vida e bem-estar dos usuários. Palavras-chave: Ergonomia; Conforto; Saúde. FALZON, Pierre. Ergonomia. São Paulo. Edgard Blucher. 2018

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

PERCEPÇÃO ERGONÔMICA DOS DISCENTES RELACIONADA ÀS SALAS DE ESTUDOS DE UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/87911. Acesso em: 3 maio. 2026.