MODO DE PRODUÇÃO CAPITALISTA
Palavras-chave:
Serviço, social, Capitalismo, ReconceituaçãoResumo
O trabalho tem por objetivo apresentar algumas características do processo de constituição do modo de produção capitalista, vigente na sociedade atual, bem como das origens do Serviço Social. Reflete sobre alguns processos vivenciados do século XVIII até o Século XX, tendo em vista o desenvolvimento do capitalismo e consequentemente o agravamento das expressões da Questão Social. O texto é resultado das discussões e reflexões desenvolvidas no curso de Serviço Social através do componente curricular Introdução ao Serviço Social. Busca-se problematizar as principais características do modo de produção capitalista e também do Serviço Social, dando destaque para as categorias capital, trabalho, desigualdade, resistência, Estado, igreja, questão social e luta de classes. No modo de produção capitalista tem-se a produção coletiva da riqueza social e a sua apropriação privada, tendo em vista a propriedade privada dos meios de produção. É uma sociedade que, contraditoriamente, produz inúmeras riquezas, mas também desigualdades e pobreza, fazendo com que uma parcela significativa da sociedade demande do Estado, através de políticas sociais públicas, respostas para o conjunto das necessidades sociais não atendidas. O Serviço Social tem sua origem na década de 1930, marcada pela influência da Igreja católica, que dividia tarefas com o Estado. A primeira preocupava-se com os problemas sociais e o segundo com a paz política. A igreja, nesse cenário, tinha o papel de cuidar do indivíduo, como se os problemas vivenciados tinham no próprio sujeito a causa e também a solução. Ou seja, não se considerava os determinantes sociais, o contexto e as condições de vida. As primeiras Assistentes Sociais eram mulheres religiosas, da alta sociedade que realizavam um trabalho voluntário e assistencialista. A década de 1930 é também marcada pelo surgimento da questão social no Brasil, tendo em vista os processos de resistência da classe trabalhadora diante das difíceis condições de trabalho. Assim, a questão social passou a ser o centro da agenda pública, demandando do Estado medidas de intervenção na área social, especialmente no que diz respeito as questões trabalhistas. Com o movimento de reconceituação ocorrido entre os anos de 1960 e 1980 no interior da categoria dos Assistentes Sociais Latino Americanos, estes descobriram a luta de classes e as contradições do modo de produção capitalista. Assim a profissão começou a questionar suas teorias e consequentemente o seu fazer profissional, que até então estava atrelado aos interesses da burguesia. Como resultado, tem-se a partir da década de 1990 uma profissão renovada, que fundamenta-se pelo método materialista e pela teoria social crítica para análise e intervenção na realidade. Nesse sentido, percebe-se que o movimento de reconceituação foi importante para dar um novo sentido para a profissão, desvinculando-se do conservadorismo e assumindo uma postura crítica, comprometida com os interesses da classe trabalhadora.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
MODO DE PRODUÇÃO CAPITALISTA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/87872. Acesso em: 13 maio. 2026.