GESTÃO DO TRABALHO DO ASSISTENTE SOCIAL E OS FUNDAMENTOS PARA DESENVOLVER O PLANEJAMENTO DA PRÁTICA

Autores

  • Emanuele Farias
  • Jaqueline Carvalho Quadrado

Palavras-chave:

Gestão, 1, Planejamento, 2, Assistente, social, 3, Trabalho, 4, Ação, profissional, 5

Resumo

O estudo objetiva compreender a importância do processo de gestão do trabalho do Assistente Social na Política de Educação, da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), enquanto espaço de atuação profissional, com vistas a reconhece-lo como meio de possibilidades de universalização de direitos. O texto materializou-se após questionamentos teóricos e práticos relacionados à gestão do trabalho do assistente social e sua aplicabilidade na esfera federal da Política de Educação. Questionou-se, se os princípios teóricos e metodológicos da gestão aplicam-se no setor público federal, onde a tarefa a ser realizada obedece a planos e metas estabelecidas pelos órgãos gestores das políticas públicas. Em seguida, discutiu-se se seria possível construir o processo teórico-prático da gestão e como efetivá-lo no campo de atuação profissional, onde a supervalorização do trabalho burocrático interfere diretamente na ação qualificada, o que contribui para a construção de uma prática trabalhista acrítica e rotineira. Também se perguntou quais os princípios teóricos e práticos da gestão que o assistente social poderia se apropriar enquanto instrumento de trabalho em sua atuação no setor público, onde o profissional, rotineiramente, esbarra nos limites institucionais e nas relações de poder estabelecidas no aparelho estatal. O estudo bibliográfico de caráter exploratório e abordagem qualitativa, objetivou evidenciar os fundamentos da gestão que contribuem para a realização do trabalho profissional na esfera da Política de Educação. Observou-se que o profissional se depara com dificuldade de criar, recriar e implementar propostas de trabalho condizentes com a realidade. Entretanto, considerando o compromisso e posicionamento ético-político da profissão em defesa dos direitos sociais e humanos, faz-se necessário a construção de planos de trabalhos concretos e coerentes que viabilize aos usuários desta política o acesso aos direitos constitucionalmente garantidos. Considerou-se que a gestão do trabalho e a capacidade de planejar e organizar a ação profissional são instrumentos de importância na formulação de propostas de enfrentamento aos desafios do assistente social. Isto porque essa capacidade fez-se essencial perante as complexidades apresentadas pelas expressões da questão social, emergentes do conjunto de desigualdades do capitalismo contemporâneo. Neste sentido, a atual conjuntura que envolve o trabalho do assistente social exige uma prática propositiva, embasada em estratégias de enfrentamento consistentes, que seja capaz de se opor as desigualdades disseminadas pela materialidade do capitalismo. Vale ressaltar que o assistente social dispõe de relativa autonomia no trabalho. Para tanto, deve lançar mão de teorias que lhe possibilite o aperfeiçoamento do conhecimento já adquirido na formação profissional. Possibilitando, assim, a produção de uma prática constitutiva capaz de consolidar os valores e princípios fixados no projeto ético-político profissional.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

GESTÃO DO TRABALHO DO ASSISTENTE SOCIAL E OS FUNDAMENTOS PARA DESENVOLVER O PLANEJAMENTO DA PRÁTICA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/87868. Acesso em: 2 jul. 2026.