ENSINANDO LIVROS
Palavras-chave:
Literatura, História, Consciência, histórica, Intelectuais, NegrosResumo
O projeto abre espaço à reflexão das práticas de ensino de história e produção de alternativas ao ensino em espaços não-escolares. Foi construindo um canal no YouTube no qual são feitas resenhas de romances a partir de uma leitura histórica. Ele contribui, assim, para a interlocução entre universidade e comunidade, auxiliando na formação de professores mais cientes de seu papel na sociedade. Cria-se a oportunidade de discutir uma série de temáticas transversais sendo a maioria de obras literárias (como as questões de gênero, raça e classe), contextualizando as transformações ocorridas no modo como as sociedades comumente as pensaram. Os objetivos são os seguintes: produzir vídeos que auxiliem na construção de propostas pedagógicas para a abordagem das temáticas históricas e elaborar materiais didáticos específicos para as temáticas previstas na Lei 10.639/03. Como discente autodeclarado negro e ingressante por meio de ações afirmativas, o eixo escolhido para desenvolvimento do meu trabalho foi a presença das relações raciais em romances. Foram realizadas leituras sobre o trabalho com literatura e sobre Humanidades Digitais. Também foi feita a resenha de Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, e está em preparação a resenha de Autobiografia de um ex-negro, do norte-americano James Weldon Johnson. As resenhas são produzidas por meio da leitura e discussão de bibliografia relacionada às obras. A seguir, são feitas as gravações dos vídeos. A edição inicial dos vídeos é realizada pelo discente Gabriel Carvalho. A produção até agora já empreendida pode ser conferida no canal Literistória, na plataforma YouTube. O conceito de consciência histórica é uma das estruturas do pensamento humano, o qual coloca em movimento a definição da identidade coletiva e pessoal, a memória e a imperiosidade de agir no mundo em que se está inserido (CERRI, 2011, p. 13). Assim, o ensino de história tem importância social para além do mero conhecimento factual, baseada na sua possibilidade de estabelecimento de vínculos com os sujeitos da educação. Por meio da memória, indivíduos e sociedades constroem relações próprias com o passado, sendo que o discurso histórico acadêmico não é o único a produzir sentidos acerca dos tempos vividos. A facilidade de acesso possibilitado pelo YouTube democratiza o contato com o material produzido pelos intelectuais negros. Quando dizemos intelectuais negros não queremos reduzir àqueles que se declaram abertamente do movimento, mas qualquer obra literária ou de não-ficção, produzida por intelectual negro e que tenha um posicionamento crítico em relação às questões sociais poderá ser problematizada e divulgada, abrindo assim um lugar de fala para a população negraDownloads
Os dados de download ainda não estão disponíveis.
Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
ENSINANDO LIVROS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/87862. Acesso em: 3 maio. 2026.