PREVALÊNCIA DE ATESTADOS POR SINTOMAS OSTEOMUSCULARES DE PROFESSORES DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE URUGUAIANA/RS
Palavras-chave:
Absenteísmo, Sintomas, osteomusculares, EnsinoResumo
Estudos relacionados à saúde do trabalhador evidenciam altas prevalências de sintomas osteomusculares entre docentes de redes de ensino de todo o país. Estes sintomas acabam por afetar a qualidade de vida destes profissionais, provocando altos índices de absenteísmo, o que traz prejuízos ao sistema de ensino e sua gestão, que podem se estender até o aprendizado do aluno. Diante desta preocupação com o docente, o presente resumo tem como objetivo analisar a prevalência de atestados por sintomas osteomusculares de professores da rede municipal de Ensino de Uruguaiana/RS. Trata-se de uma pesquisa documental que buscou analisar os atestados que justificam faltas de um dia dos professores da rede municipal de Educação de Uruguaiana/RS. Para tal foram coletados dados relativos ao sexo, número do Cadastro Internacional de Doenças (CID) ou motivo de consulta, escola onde o professor está lotado e mês de recebimento do atestado. A identidade dos professores permaneceu em sigilo, sendo identificados por números, bem como as escolas onde trabalham, que foram estratificadas em centrais, periféricas e rurais. A coleta de dados ocorreu no mês de agosto de 2019, sendo considerados os atestados entregues de julho de 2018 até julho de 2019. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva, bem como, pelo teste do Qui-quadrado considerando nível de significância de 5%. No período de um ano foram entregues 1.075 atestados de um dia, sendo apenas 6% do sexo masculino. Considerando os atestados por afecções osteomusculares, 58,7% foram entregues por professores de escolas periféricas, 30,7% das centrais e 10,7% das rurais. A prevalência de afastamentos por problemas osteomusculares foi de 7,4% no grupo geral, sendo mais frequente nos meses de outubro de 2018 (13,8%) e fevereiro de 2019 (18,2%). A frequência de atestados por problemas osteomusculares nas escolas periféricas foi de 7,6%, nas centrais de 7,1% e nas rurais de 6,7%. Entre os homens, a frequência relativa de problemas osteomusculares foi de 4,7%, enquanto que entre as mulheres foi de 7,5%. Os afastamentos osteomusculares não apresentaram associação significativa com a localização da escola, bem como, com o sexo no grupo geral. Entretanto, ao analisar a relação do sexo com o problema osteomuscular por escola, foi possível identificar que nas escolas periféricas os problemas estiveram associados significativamente com o sexo feminino (p=0,037), no qual 100% dos atestados foram femininos. Por outro lado, nas escolas do centro, o problema esteve associado ao sexo masculino (p=0,002), no qual 33,3% dos atestados foram de ordem osteomuscular. Com base nos resultados é possível concluir que os problemas osteomusculares afetam uma parcela significativa de professores, principalmente do sexo feminino, sendo que as escolas periféricas apresentaram maior prevalência de professores com este problema. Nas escolas periféricas o problema esteve associado ao sexo feminino e nas centrais ao masculino.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
PREVALÊNCIA DE ATESTADOS POR SINTOMAS OSTEOMUSCULARES DE PROFESSORES DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE URUGUAIANA/RS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/87846. Acesso em: 14 maio. 2026.