INCLUSÃO: POSSIBILIDADES E BARREIRAS

Autores

  • Bianca Calixto
  • Renato Padilha Santana
  • Juliano Cesar Barbosa Queiroz
  • Richard Ortiz Ocampo
  • Vanderlei Folmer
  • Carla Marielly Rosa

Palavras-chave:

Educação, inclusiva, formação, docente, currículo

Resumo

Ao observar práticas docentes é possível notar as dificuldades encontradas pelos educadores em desenvolver suas aulas frente ao desafio da inclusão. É possível afirmar com bases em seus relatos que os profissionais da educação não se sentem e não estão preparados para receber alunos com deficiência em sala de aula. Essas afirmativas fundamentam-se nas entrevistas realizadas com professores da rede básica de ensino com o objetivo de investigar a realidade da inclusão nas escolas com base em propostas didáticas diferenciadas. No desenvolvimento desta proposta foram entrevistados 3 professores de diferentes escolas do município de Uruguaiana, sendo estes de diferentes áreas de atuação e formação. Cada participante do grupo realizou uma entrevista de forma individual com professores que tivessem ao menos um aluno com deficiência matriculado em suas aulas. Após as entrevistas, os integrantes do grupo reuniram-se para relacionar e discutir as informações. A primeira observação realizada foi que ao comparar as respostas, independentemente da área de atuação, disciplina desenvolvida ou escola onde trabalhavam, as respostas eram bem similares. Estas apontaram os mesmos obstáculos, sendo a formação o ponto chave de seus relatos, onde estes afirmaram que não foram preparados para trabalhar com alunos com deficiência. Neste sentido a afirmativa imperativa foi de que a formação não contribuiu para a sua atuação com alunos com deficiência, gerando insegurança e frustração com relação à sua prática. Nas entrevistas os professores relataram que buscam informações, geralmente na internet, com o intuito de melhorarem suas práticas, porém nem sempre os resultados atendem seus objetivos ou necessidades. Relataram, também, que apesar das dificuldades, observar a evolução dos alunos e a aquisição de aprendizagens mínimas é gratificante e motivador, tornando-se lembranças que pretendem guardar para o resto de suas vidas. Neste sentido, conclui-se que o vigor da Lei que determina que estudantes com deficiência sejam matriculados nas redes regulares de ensino não lhes garantem seus direitos de aprendizagem, nem tampouco as condições de equidade e qualidade de ensino. Uma das primeiras mudanças que devem ser repensadas é a revisão dos currículos de formação docente. A inclusão do ensino de Libras e algumas discussões rasas sobre inclusão não fornecem os subsídios necessários aos professores para sua atuação com qualidade no ensino de pessoas com deficiência. Espaços como esse de interação com a realidade escolar durante a formação devem ser incentivados, uma vez que permitem aos discentes compreender as dificuldades que a profissão docente impõe e despertam a curiosidade e necessidade de compreender os mecanismos que interferem na educação de qualidade.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

INCLUSÃO: POSSIBILIDADES E BARREIRAS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/87834. Acesso em: 3 maio. 2026.