GÊNERO E SEXUALIDADE: PROFESSORES EM FORMAÇÃO INICIAL E AS DISCUSSÕES SOBRE A DOCÊNCIA NA CONTEMPORANEIDADE
Palavras-chave:
Docência, Gênero, Sexualidade, Formação, inicialResumo
O referente trabalho está vinculado à pesquisa intitulada Docência no século XXI: narrativas, práticas e proposições para uma epistemologia do trabalho docente, e está localizado no eixo 1 do projeto chamado Demandas dos docentes na formação inicial e na educação básica. Este trabalho tem por objetivo problematizar as relações que perpassam a docência e o conceito de gênero, bem como analisar se os professores em formação inicial sentem-se aptos a abordar temáticas relacionadas a gênero e sexualidade em suas práticas de ensino. O recorte da pesquisa justifica-se pela necessidade de refletir sobre a correlação existente entre a docência e o gênero feminino, e também pela urgência de pensar em uma formação que esteja voltada às diversidades dos sujeitos. É fundamental que os cursos de licenciatura oportunizem situações onde se possa aprender a interpretar, compreender e refletir sobre a realidade social e a docência (IMBERNÓN, 2011, p. 42). Nesse sentido, o grupo PET- Pedagogia desenvolveu um estudo inicial que se deu através da aplicação de um questionário elaborado na ferramenta Google Forms, enviado à lista de e-mails dos cursos de licenciatura da UNIPAMPA e, também, divulgado nas redes sociais com a finalidade de perceber quais são as demandas desses professores em formação inicial. A primeira parte da pesquisa, que consistiu em um mapeamento sociodemográfico, demonstra que 73,5% dos respondentes são do gênero feminino. A presença feminina na docência tem raízes históricas, pois, conforme demonstra Vianna (2001) nos séculos XIX e XX essa era a única atuação possível para as mulheres antes do casamento. Além disso, os argumentos pautados no determinismo biológico faziam com que a sociedade acreditasse que as mulheres já nasciam com características maternais, por isso estariam aptas para lecionar, principalmente com crianças. Segundo Louro (2011) o conceito de gênero surgiu para acentuar o caráter social das diferenças percebidas entre os sexos. As feminilidades, assim como as masculinidades, são construídas cultural e socialmente e isso influencia as escolhas dos sujeitos, tanto pessoais como profissionais. Conforme as respostas do questionário percebe-se que na maioria dos cursos discute-se sobre gênero e sexualidade: 72,2% dos respondentes afirmaram que esse assunto é abordado nos componentes curriculares e 80,6% assegura que pretende falar sobre isso em sua atuação como docente. Dessa forma, pode-se considerar que o gênero feminino e a docência estão vinculados por questões históricas e sociais. Verifica-se também que os estudantes respondentes dos cursos de licenciatura sentem-se preparados para dialogar sobre gênero e sexualidades em suas atuações como professores, demonstrando a relevância dessa temática para a educação contemporânea.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
GÊNERO E SEXUALIDADE: PROFESSORES EM FORMAÇÃO INICIAL E AS DISCUSSÕES SOBRE A DOCÊNCIA NA CONTEMPORANEIDADE. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/87830. Acesso em: 29 abr. 2026.