A INCLUSÃO NA FORMAÇÃO: APRENDIZADO PARA DISCENTES E DOCENTES

Autores

  • Caroline Zalamena
  • Luana Antunes Sigaran
  • Rodrigo De Souza Balk
  • Tatiane Motta Da Costa E Silva

Palavras-chave:

Inclusão, escolar, formação, professores, educação

Resumo

A partir da década de 90, foi disseminado um discurso político da universalização da educação, com atenção especial para as pessoas que apresentassem algum tipo de deficiência. A questão envolvia, basicamente, a inserção de pessoas com necessidades especiais em escolas comuns. Hoje, existe uma numerosa quantidade de cursos voltados à prática de inclusão, direcionada para profissionais que trabalham com a educação especial, e em menor quantidade, para a formação de professores da educação básica. Neste contexto, o docente necessita a procura de uma prática educativa contextualizada, atenta as especificidades do momento, à cultura local e a diversidade de alunos e suas expectativas escolares.Assim, o estudo busca identificar a formação inicial recebida por professoras quanto aos subsídios teóricos e práticos para a prática pedagógica com os estudantes com deficiência de uma escola pública. O estudo foi realizado em uma escola da rede Estadual de ensino, que possui 1290 estudantes. Destes, 53 apresentam deficiência, sendo que 15 são atestados por laudo médico. Participaram do estudo, 9 professoras dos anos iniciais do ensino fundamental, todas do gênero feminino, na faixa etária dos 28 à 53 anos. Para a coleta dos dados, foi realizada entrevista semiestruturada, com questões referentes às características do trabalho docente e a formação inicial recebida pelas professoras. A presente pesquisa foi aprovada pelo CEP da Instituição sob o número de parecer 2.917.413. Os resultados demonstram que a maioria das professoras apresentam formação em nível superior. Além disso, há um aumento no tempo de experiência no trabalho, o que representa uma maior permanência na profissão. Quanto a formação inicial recebida pelas professoras, 3 afirmaram receber subsídios teóricos durante sua formação inicial e as demais relataram não ter tido nenhum subsídio.Este resultado demonstra que apesar da reformulação nos currículos das Instituições, ainda é reproduzido um modelo de professor que não contempla as diferenças encontradas na realidade do ensino, primando pela visão homogênea. A formação continuada de professores, por sua vez, é compreendida como uma aliada para o avanço no que tange as estas questões. Os resultados alcançados no estudo apontam que as professoras em sua maioria não receberam subsídios teóricos e práticos durante sua formação inicial para o ensino das/os estudantes com deficiência. Se evidencia assim que mudanças são necessárias, iniciando pelos cursos de Graduação, que devem expandir as suas discussões teóricas e práticas além do investimento em formações, de modo, a contribuir com a discussão dos conceitos e práticas vigentes dos professores quanto a inclusão escolar.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

A INCLUSÃO NA FORMAÇÃO: APRENDIZADO PARA DISCENTES E DOCENTES. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/87804. Acesso em: 13 maio. 2026.