COMO FAZER CIÊNCIA NO LABORATÓRIO DE FÍSICA: OFICINA DE DIVULGAÇÃO NA CIDADE DE SÃO BORJA

Autores

  • Gustavo da Silva
  • Marina Santana Mathias
  • Gabriel Medeiros da Silva
  • Mairon Melo Machado

Palavras-chave:

Ciência, Divulgação, científica, Ensino, Pseudociência

Resumo

A tecnologia é um exemplo de aplicabilidade do desenvolvimento científico, sendo uma grande ferramenta de auxílio na divulgação da Ciência. Também possibilitam a autores se debruçarem em ideias pseudocientíficas, defendendo a terra plana ou movimentos negacionistas. Os problemas da crença em tópicos pseudocientíficos podem acarretar questões mais graves do que acreditar em signos, resultando em situações que vão desde a negação do processo de Aquecimento Global até o retorno de doenças controladas (sarampo) por culpa de movimentos conhecidos como antivacinas. Com o objetivo de descrever os riscos da pseudociência, através de metodologias para esclarecer o que é ciência e método científico, norteado pela ideia de Sagan de que se alguém nunca ouviu falar em ciência, dificilmente pode ter consciência de estar abraçando a pseudociência. (2006, p.32). Realizou-se uma oficinal, cujo foco se deu ao Ensino Médio (EM), levando alunos do IFFar-SB até o Laboratório de Física da instituição, para desenvolverem atividades de pesquisa científica em Física. O grupo de 20 alunos aprendeu a medir e comprovar experimentalmente quatro grandezas físicas: Aceleração da Gravidade, Coeficiente de Atrito de diferentes materiais (velcro, madeira e plástico), Coeficiente de Dilatação Linear do Alumínio e Constante Elástica da Mola (ferro e plástico). A elaboração da oficina para o EM teve dois momentos: primeiro, apresentou-se uma palestra sobre a história do celular, bem como uma linha histórica do desenvolvimento da teoria Geo/Heliocentrista, o que é ciência, método científico e pseudociência, seu significado e implicações na sociedade, classificada como atividade de demonstração, chamada por Taylor de Lecture Demonstration (1988, apud GASPAR; MONTEIRO, 2005, p.228). Os alunos foram separados em 4 grupos, para a realização dos experimentos, seguindo um roteiro proposto pelos autores, a fim de encontrar valores aproximados para as quatro grandezas físicas citadas acima. Os resultados obtidos, avaliados através do enfoque na aprendizagem significativa crítica de Moreira (2011), objetivavam buscar as evidências da aprendizagem significativa, em vez de querer determinar se ocorreu ou não (2011, p.52). Os alunos refizeram os experimentos a fim de encontrarem os valores mais próximos da realidade. Um grupo encontrou um valor de 12,67 m/s² em suas medições referentes à Aceleração da Gravidade. Após instigados a refazerem seus testes, obtiveram um valor de 9,69 m/s², bem mais próximo do adotado usualmente (9,8 m/s²), e que foi satisfatório para todos. A capacidade dos alunos em identificar os erros durante os experimentos é um processo científico que não pode ser desprezado. Divulgar a Ciência é uma atividade pertinente a todos os membros ligados à educação, e deve ser atualizada diariamente. Mais importante do que os valores obtidos, fica a percepção que a ciência é feita a longo prazo e que se percorrem caminhos árduos até seus resultados serem plenamente confiáveis.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

COMO FAZER CIÊNCIA NO LABORATÓRIO DE FÍSICA: OFICINA DE DIVULGAÇÃO NA CIDADE DE SÃO BORJA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/87741. Acesso em: 14 maio. 2026.