SAÚDE NA ESCOLA: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE ABORDAGEM À SAÚDE MENTAL DO ADOLESCENTE

Autores

  • Lauren Tamboreno
  • Filipe Blum de Vasconcelos
  • Luis Gustavo Crochemore da Silva
  • Vanessa Alvez Mora da Silva

Palavras-chave:

Saúde, mental, adolescentes, problematização, diálogo

Resumo

I) Introdução: Os fatores de risco para problemas em saúde mental são amplamente conhecidos e incluem abusos sexuais, físicos e psicológicos vivenciados durante a infância; violência na família, na escola e na comunidade; assim como pobreza, exclusão social e desvantagem educacional (MINISTÉRIO DA JUSTIÇA, 2011). Além disso, a violência conjugal, que muitos presenciam, assim como o trabalho infantil também constituem fatores geradores de angústia psicológica para esses jovens.A literatura em saúde mental tem identificado o sistema escolar como um espaço estratégico e privilegiado na implementação de políticas de saúde pública para jovens (WAHLBECK et al. 2010). Desse modo, dentre os diversos temas abordados pelo Programa Saúde na Escola (PSE), a saúde mental de crianças e adolescentes brasileiros merece atenção especial. Estima-se que 10% a 20% das crianças e adolescentes apresentam algum tipo de transtorno mental (ESTANISLAU et al., 2014). II) Objetivo: Este trabalho visa relatar a experiência vivenciada por três alunos de graduação em uma escola de ensino médio de um município de médio porte da fronteira oeste do Rio Grande do Sul e as reflexões geradas pela discussão com os alunos. III) Materiais e Métodos: A atividade foi desenvolvida com cinco turmas do ensino médio em uma escola Estadual. Destas, três eram de 2º ano e duas de 3º ano. Abordou-se o tema de saúde mental utilizando metodologia ativa, na qual foram usados como instrumentos didáticos: a problematização, a dinâmica expositivo-dialogada e um momento para feedback e perguntas; priorizando o conhecimento e vivência prévia dos alunos sobre o tema através de brainstorms. IV) Resultados e Discussão: No decorrer das discussões foi possível observar que muitos alunos sentiam-se angustiados, com a necessidade de expor seus sofrimentos. As expressões foram as mais diversas possíveis, os bilhetes anônimos continham revelações de algumas situações de vida. O espaço de fala e esclarecimento disponibilizado a estes jovens se mostrou muito produtivo com a participação de todos nas discussões, sobretudo a cerca de temas, como ansiedade e depressão os quais foram enriquecedores para ambas as partes. V) Conclusão: Torna-se imprescindível o desenvolvimento de trabalhos como este, pois a escola constitui um campo fértil para a compreensão e estudo dos distúrbios mentais que afetam grande parte dessa faixa etária de jovens a nível mundial. Além disso, ao disponibilizar um momento de escuta e diálogo a estes adolescentes, também auxiliamos para que muitos buscassem ajuda, seja ela profissional ou não, bem como pudessem detectar mudanças de comportamento em colegas e amigos próximos. A saúde mental carece de maior valorização e compreensão, por isso atividades como a desenvolvida geraram retorno muito gratificante a quem as desempenhou.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

SAÚDE NA ESCOLA: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE ABORDAGEM À SAÚDE MENTAL DO ADOLESCENTE. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/87697. Acesso em: 13 maio. 2026.