DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DA SÍNDROME DE EAGLE
Palavras-chave:
Processo, estilóide, Crânio-facial, EstiloidectomiaResumo
i) Introdução: a síndrome de Eagle (SE) é uma condição rara associada ao alongamento do processo estilóide do osso temporal (PEOT) maior que 30 mm de comprimento ou à calcificação do ligamento estilo-hióideo. A tríade de sintomas inclui cervicalgia, sensação de corpo estranho na garganta e disfagia (ELMAS; SHRESTHA, 2017), e sua incidência varia de 4-8 por 10.000 pessoas (SACCOMANNO et al., 2018). O diagnóstico é baseado na história clínica e no exame físico. A confirmação da SE é realizada por exames de imagens, sobretudo a radiografia, a Tomografia Computadorizada (TC) e a impressão em 3D. Após o diagnóstico, existem as abordagens conservadora e cirúrgica (PAIVA et al., 2017). Em alguns casos o tratamento conservador é insuficiente, então a intervenção cirúrgica é necessária e efetiva à redução dos sintomas. ii) Objetivo(s): apresentar e discutir as informações coletadas nos artigos revisados, para ampliar a compreensão das alterações anatômicas do PEOT, a apresentação clínica da síndrome, seu tratamento e instigar a construção de protocolos de manejos seguros. iii) Material e Métodos: este trabalho foi realizado a partir de revisão de literatura através da base de dados PubMed. Foram utilizados artigos publicados entre 14/06/2016 e 14/06/2019. O descritor utilizado foi eagle syndrome. O total de artigos encontrados na base de dados foi 16, destes, 7 não condiziam com os objetivos do trabalho. iv) Resultados e Discussão: a partir dos parâmetros analisados, como idade e sexo, foi observada prevalência do sexo masculino, diferente dos estudos de Saccomanno et al. (2018), e sem distinção de idade. Quanto ao diagnóstico, a avaliação radiológica foi muito objetiva, sendo que a TC e a reconstrução em 3D detectam o PEOT alongado com vasos e nervos relacionados ou ligamentos calcificados. Dentre as abordagens conservadoras, 7 pacientes tiveram melhora clínica com terapia farmacológica, e 1 deles ainda fez fisioterapia com neuroestimulação elétrica transcutânea (TENS) de sucesso. Paiva et al. (2017) descreveram o uso de 150 mg de pregabalina/dia, mas indicaram cirurgia se refratariedade. Porém, as opções cirúrgicas, embora invasivas e com riscos, foram 100% efetivas, sem nenhuma complicação descrita. Dentre as técnicas empregadas, foram 4 cirurgias robóticas transorais, com ressecção do excesso ósseo, mas de custo alto, e 2 estiloidectomias, além de tonsiloestiloidectomia e colocação de stent, que foram específicas em outros casos. A paciente submetida à colocação de stent teve bom prognóstico e foi indicada à estiloidectomia. v) Conclusão: há equivalência na resolutividade em relação ao método conservador e cirúrgico para o tratamento da SE, desde que o diagnóstico e início de tratamento sejam precoces. Devido a isso, os riscos e benefícios de optar por um tratamento devem ser considerados, pois é necessário adequar a terapia à gravidade dos sintomas.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DA SÍNDROME DE EAGLE. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/87692. Acesso em: 29 abr. 2026.