IMPLANTAÇAO DO CAMPO AGROSTOLÓGICO COMO MÉTODO DE APRENDIZADO PARA ALUNOS DO CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA

Autores

  • Guilherme Eggers
  • Édipo Alex Malavolta Ramão
  • Alessandra Ariane Capinus
  • Ana Claudia Toledo de Oliveira
  • Augusto Rocha de Oliveira
  • Luiza Unamuzaga
  • Rodrigo Holz Krolow
  • Deise Dalazen Castagnara

Palavras-chave:

Forragicultura, Agrostológico, Forrageira, Desempenho, Acadêmicos

Resumo

Introdução: O ensino de Forragicultura e Nutrição de Ruminantes na Medicina Veterinária constituiu-se um desafio enfrentado pelos docentes e acadêmicos devido à carga horária reduzida em comparação com outros cursos das Ciências Agrárias como Agronomia e Zootecnia. A adoção de estratégias didáticas que envolvam atividades práticas pode contribuir com a elevação dos níveis de aprendizado e ainda gerar informações relevantes para o ensino acadêmico e desenvolvimento regional. Objetivo: Implantação do Campo Agrostológico no curso de Medicina Veterinária da UNIPAMPA com o propósito de estimular o conhecimento técnico dos acadêmicos e gerar informações sobre adaptabilidade das espécies forrageiras. Material e métodos: O estudo foi conduzido durante as aulas de Forragicultura e Nutrição Animal do curso de Medicina Veterinária da Unipampa, campus Uruguaiana. Após a seleção da área para a implantação das forrageiras, foram selecionadas espécies potenciais para o cultivo, buscando adaptação às condições edafoclimáticas da região. As espécies contempladas neste estudo foram capim elefante, braquiárias Convert e Marandu, Tifton 68; azevéns diplóide e tetraplóide; trevos vermelho, branco e vesiculoso; e cornichão. As forragens foram implantadas em canteiros demonstrativos e conduzidas até o momento das avaliações que equivaleu à altura recomendada para o primeiro pastejo. Então, foram amostradas submetidas à analise bromatológica para conhecimento dos principais parâmetros nutricionais. Resultados e discussões: Todas as forrageiras estudadas adaptaram-se às condições edafoclimáticas do estudo, e poderiam ser indicadas para cultivo na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. Em termos nutricionais, as gramíneas apresentaram maior proporção de constituintes fibrosos, e menores teores de NDT (nutrientes digestíveis totais), DIGMS (digestibilidade da matéria seca) e PB (proteína bruta), portanto menor valor nutricional. No entanto, sua utilização requer atenção dos pecuaristas, especialmente em se tratando de leguminosas tais como o trevo branco que consumido em excesso causa Timpanismo espumoso em ruminantes, sendo recomendado o plantio em consórcio com azevéns. A aceitabilidade dos acadêmicos pelas atividades propostas foi elevada, comprovada por índices de frequência acima de 75% e médias finais superiores a 7,0. Conclusão: A implantação do campo agrostológico foi de fundamental importância para incrementar o desempenho dos acadêmicos nas disciplinas de Forragicultura e Pastagens e contribuir com a formação profissional dos futuros Médicos Veterinários formados pela Unipampa. As informações técnicas geradas possuem relevância regional e serão disponibilizadas em site destinado à publicações de extensão da Unipampa. Os canteiros formados poderão ser utilizados por produtores para obtenção de mudas das espécies forrageiras propagadas vegetativamente.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

IMPLANTAÇAO DO CAMPO AGROSTOLÓGICO COMO MÉTODO DE APRENDIZADO PARA ALUNOS DO CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/87479. Acesso em: 13 maio. 2026.