OSTEOSSINTESE DE TÍBIA EM UM FELINO UTILIZANDO A CONFIGURAÇÃO TIE-IN
Palavras-chave:
Cirurgia, Fratura, Pequenos, animais, Osteossíntese, Fixador, esquelético, externoResumo
As afecções ortopédicas são bastante frequentes na rotina da clínica veterinária de pequenos animais, sendo os ossos longos, os principais acometidos por essas fraturas, as quais, normalmente são decorrentes de traumas. Existem diversas opções de técnicas e implantes para a realização da osteossíntese de tíbia e para a escolha do método mais adequado a ser utilizado, são necessários avaliar diversos aspectos que consistem desde a avalição da fratura, bem como os custos que o tutor do animal pode arcar. O objetivo desse estudo é relatar o atendimento clínico e cirúrgico de um felino, SRD, de 3,4kg com fratura de tíbia, submetido a osteossíntese utilizando a configuração tie-in. No atendimento o animal apresentava histórico de trauma por mordedura, lesões externas no membro pélvico esquerdo, além de não apresentar estabilidade do mesmo. Foi encaminhado para avaliação radiográfica, constatando-se fratura transversa, completa em diáfise distal de tíbia. Diante do diagnóstico, optou-se como tratamento, a intervenção cirúrgica, utilizando a técnica de pino intramedular associado a fixador externo, associação essa, denominada tie-in. Foram realizados exames complementares (hemograma e testes bioquímicos), os quais se apresentaram dentro dos valores normais para a espécie. Após ser submetido a protocolo anestésico, o animal foi colocado em decúbito lateral direito, onde se realizou a antissepsia do membro e a colocação dos campos cirúrgicos. Iniciou-se a osteossíntese com acesso por meio de incisão na região de tíbia proximal em face crânio medial para visualização da fratura e colocação de pino intramedular, esse, de inserção normógrada. Para a fixação externa foram inseridos dois pinos distais e dois pinos proximais a fratura, unindo-se esses com o pino intramedular unilateralmente com uma haste confeccionada de resina acrílica de polimetilmetacrilato. A cirurgia teve duração de 100 minutos e não esteve associada a complicações. Realizaram-se radiografias de pós-operatório imediato, constatando o alinhamento e estabilização óssea. O paciente ficou internado por sete dias, tendo alta hospitalar com apoio funcional do membro. A osteossíntese tibial pode ser realizada por meio de várias técnicas, como os pinos intramedulares, fixadores esqueléticos externos, confuguração tie-in, cerclagens com fios de aço e placas ósseas. A configuração tie-in foi escolhida por apresentar muitas vantagens e superioridade biomecânica quando comparada aos outros métodos de estabilização convencional, pois resiste às forças de torção, cisalhamento e compressão, auxilia no alinhamento ósseo e controla o envergamento, minimizando as complicações pós-operatórias. O uso de placa seria ótima escolha, porém, devido aos custos inerentes a técnica, essa não foi escolhida. Conclui-se que até o presente momento, a técnica de osteossíntese utilizada se mostrou eficaz, estabilizando o osso e fornecendo uma melhor qualidade de vida ao paciente, com retorno precoce a deambulação.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
OSTEOSSINTESE DE TÍBIA EM UM FELINO UTILIZANDO A CONFIGURAÇÃO TIE-IN. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/87470. Acesso em: 3 maio. 2026.