ASPECTOS ULTRASSONOGRÁFICOS DE FÍSTULA SECUNDÁRIA À CASTRAÇÃO EM CADELA RELATO DE CASO
Palavras-chave:
Ultrassonografia, Ovariohisterectomia, Fístula, AbscessoResumo
O exame ultrassonográfico é um importante método para auxílio no diagnóstico de alterações decorrentes da OH, porém existem poucos relatos na literatura da sua utilização para este fim. O presente relato tem por objetivo descrever os achados ultrassonográficos de um caso de fístula secundária a ovariohisterectomia (OH) em uma cadela atendida no Hospital Veterinário Universitário (HUVet) da Universidade Federal do Pampa. Paciente canino da raça Lhasa Apso, 7 anos de idade, 7,800 Kg castrada há 7 anos, encaminhada para a consulta devido à presença de lesões supurativas de pele em região inguinal direita e esquerda. Durante o exame físico pode-se constatar a presença de fístulas no flanco bilateral com início há três anos, que já havia sido tratada com antibioticoterapia, porém sem sucesso. As suspeitas foram de dermatite atópica, hipersensibilidade alimentar, ferida sinus exsudativa. Nos exames complementares não houveram alterações, exceto leucocitose leve, no exame ultrassonográfico abdominal observou-se presença de massa pouco heterogênea em topografia ovariana direita, com área reativa produzindo sombreamento acústico posterior, sugestivo de corpo estranho. Na lesão inguinal direita foram visualizadas áreas cavitárias preenchidas por líquido com celularidade aumentada, entremeadas na musculatura. Na lesão inguinal esquerda foi observada área heterogênea de ecogenicidade média, com contornos irregulares entremeada na musculatura, com área central de interface hiperecogênica produzindo sombreamento acústico posterior, sugestivo de corpo estranho. Foi indicada a laparotomia exploratória, realizada em outra clínica veterinária, onde foi feita a remoção de fio cirúrgico e tecido fibroso da região abdominal esquerda. Após 19 dias o paciente retornou ao HUVet, apresentando cicatrização da lesão inguinal esquerda, porém sem melhora da lesão direita. Novo exame ultrassonográfico foi realizado no qual observou-se aumento da área reativa e presença de peritônio reativo. Foi visualizada comunicação entre lesão inguinal e cavidade abdominal de ambos os lados. O animal foi encaminhado para nova laparotomia que mostrou aderência entre o lado direito do pâncreas e uma estrutura firme e alongada (granuloma fibroso), que ao ser dissecado continha fio cirúrgico. Dois dias após a realização do procedimento cirúrgico as lesões cicatrizaram, e o paciente apresentou significativa melhora. Os abcessos crônicos secundários a castração ocorrem devido a reação tecidual ao material utilizado como método de hemostasia em procedimentos cirúrgicos, e o diagnóstico pode ser feito a partir da ultrassonografia, radiologia e biópsia. Conclui-se com esse relato que o exame ultrassonográfico foi fundamental para a conclusão diagnóstica e tratamento do paciente.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
ASPECTOS ULTRASSONOGRÁFICOS DE FÍSTULA SECUNDÁRIA À CASTRAÇÃO EM CADELA RELATO DE CASO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/87468. Acesso em: 3 maio. 2026.