DIAGNÓSTICO DE RESISTÊNCIA PARASITÁRIA EM EQUINOS DA FAZENDA ESCOLA SANTA RITA, (URCAMP, ALEGRETE-RS)
Palavras-chave:
Equinos, Resistência, parasitária, EstrôngilosResumo
Sabe-se que o cavalo tem grande importância econômica e social, estando presente nas áreas de esporte, cultura, lazer, terapia e trabalho, gerando uma carga de empregos diretos e indiretos para a população. Diante da relevante representatividade do cavalo no âmbito social, deve-se considerar o aspecto sanitário desses animais, destacando-se como possível causa de desconfortos abdominais, o parasitismo. O parasitismo destaca-se em meio a diversas doenças diagnosticadas na clínica de equinos. O modo como são administrados os fármacos anti-helmínticos pode definir a resistência dos parasitas contra os princípios ativos utilizados. Com base nesse fato, é relevante saber que os equinos estão frequentemente expostos a uma gama de endoparasitas, a família de maior ocorrência é a Strongylidae. Para a melhor identificação dos parasitas, pode-se dividí-los em: pequenos estrôngilos ou cyathostominos, e grandes estrôngilos, Parascaris equorum, Oxyuris equi, Strongyloides westeri, Trichostrongylus axei, Gasterophilus spp., Habronema spp., Dictyocaulus arnfield e Anoplocephala spp. A utilização dos compostos parasitários disponíveis no mercado são meios eficazes para a desverminação e controle parasitário dos equinos de uma propriedade, todavia, o uso indiscriminado destes fármacos tem acelerado a progressão da resistência parasitária. Um meio eficaz para a identificação do momento ideal da aplicação do anti-helmíntico e também para a avaliação de sua eficácia é a prática de contagem de ovos por grama de fezes (OPG) pré e pós vermifugação. O presente estudo foi realizado com seis (06) equinos mantidos na fazenda escola do curso de medicina veterinária da Urcamp, campus Alegrete. No dia zero realizou-se a coleta de fezes da ampola retal para a contagem de OPG, por meio da técnica de Gordon & Whitlock (1939), juntamente com a vermifugação dos animais com Doramectina ou Fembendazole, vermífugos gentilmente cedidos pela Pharmavet (Uruguaiana, RS). Uma nova coleta de fezes foi realizada no dia 14, determinante para verificar a eficácia dos princípios utilizados. O diagnóstico de resistência parasitária é considerado positivo quando a redução da carga parasitária é inferior a 95% para Doramectina ou 90% para Fembendazole. A Doramectina apresentou redução média de 96% dos ovos de Strongylus spp. enquanto os animais tratados com Fembendazole, apresentaram em média, redução de 36% na contagem de OPG, sugerindo que nesta propriedade, a população de Strongylus spp. é resistente a Fembendazole. Concluiu-se que nestas condições, a população de Strongylus spp. é resistente à Fembendazole, mas a Doramectina ainda assegura 96% de eficácia.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
DIAGNÓSTICO DE RESISTÊNCIA PARASITÁRIA EM EQUINOS DA FAZENDA ESCOLA SANTA RITA, (URCAMP, ALEGRETE-RS). Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/87443. Acesso em: 16 maio. 2026.