FRATURA DE VÉRTEBRAS COCCÍGEAS E SUBSEQUENTE OSTEOMIELITE EM UM EQUINO RELATO DE CASO

Autores

  • Luíza Martini
  • Geórgia Camargo Góss
  • Marcelo Fittipaldi Kleinubing
  • Ana Paula da Costa Rodrigues
  • Franklin Dutra Monteiro
  • Marcos Da Silva Azevedo

Palavras-chave:

Antibioticoterapia, Inflamação, Infecção, Óssea

Resumo

As vértebras coccígeas compõem o segmento final da coluna vertebral dos equinos, sendo sua função estabelecer sustentação e equilíbrio. As fraturas são fragmentações ósseas decorrentes de trauma, podendo também, cursar com osteomielite, consequência de inflamação e/ou infecção óssea. O objetivo desse trabalho foi relatar um caso de fratura de vértebra coccígea com subsequente osteomielite em uma égua. Foi atendida no Hospital Universitário Veterinário da Universidade Federal do Pampa, uma égua da raça Puro Sangue Inglês, de 8 anos, pesando 510kg. O animal possuía histórico de ter sido encontrada no campo com aumento de volume e dor na região da cauda. O veterinário da propriedade foi chamado e realizou um procedimento cirúrgico no qual retirou tecido necrosado e fragmentos ósseos. Não houve melhora e, com isso, foi encaminhada para tratamento no hospital. O proprietário não soube informar a quanto tempo o equino apresentava essa lesão e o que poderia ter provocado esse trauma. À inspeção notou-se que o animal sentia dor e presença de edema na cauda, além de uma ferida na parte inferior que apresentava cerca de 8 x 10cm. A suspeita clínica foi de trauma nas vértebras coccígeas, seguido de abcesso. Para auxiliar na confirmação diagnóstica, foram realizadas radiografias nas projeções ventro dorsal e latero-lateral, confirmando a presença de fratura com esquirolas ósseas na região próxima à 6º vértebra caudal. Além disso, foi possível verificar aumento de volume de tecidos moles e lise óssea, caracterizando osteomielite no segmento afetado. Como tratamento local, foi realizada limpeza da ferida com solução iodada 0,1%, açúcar cristal e rifamicina. Após, era feito fechamento da ferida com gaze e bandagem elástica, de forma que o local afetado se mantivesse estável e protegido. Para analgesia, no primeiro dia realizou-se anestesia epidural com lidocaína (2,0mg/kg) e flunixim meglumine (1,1mg/kg). Em seguida alterou-se para cetoprofeno (2,2mg/kg) durante 25 dias, SID. Como antibioticoterapia foi utilizado ceftiofur (3,0mg/kg), por 24 dias, SID. Além disso, foi administrado omeprazol (4,0mg/kg), para prevenção de úlceras gástricas durante todo o tratamento. Ao longo do tratamento a rifamicina foi substituída por pomada a base de clorexidina. Gradualmente, notou-se melhora da ferida e foram realizadas novas radiografias, nas mesmas projeções, nas quais foi notado melhora do quadro de osteomielite. O uso de açúcar neste caso foi fundamental, pois, atuou como bacteriostático e debridante físico. Sua associação com os demais fármacos contribuiu para diminuição da inflamação, do edema e controle da infecção bacteriana, de forma que com 30 dias de tratamento houve cicatrização completa da ferida e regressão dos sinais radiográficos de osteomielite. Conclui-se que o tratamento foi eficaz e o uso de antibiótico sistêmico associado com o tratamento local permitiu uma rápida melhora da ferida e da osteomielite, possibilitando assim a alta hospitalar do equino.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

FRATURA DE VÉRTEBRAS COCCÍGEAS E SUBSEQUENTE OSTEOMIELITE EM UM EQUINO – RELATO DE CASO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/87439. Acesso em: 14 maio. 2026.