CONFECÇÃO DE MATERIAL ANATÔMICO DIAFANIZADO PARA O ENSINO DA ANATOMIA ANIMAL

Autores

  • Felipe Martins
  • Wilson Viotto de Souza
  • Erick Candiota Souza
  • Alyssa Brum de Souza Pahim
  • Paulo De Souza Junior
  • Amarilis Díaz de Carvalho

Palavras-chave:

Diafanização, 1, Anatomia, animal, 2, Material, didático, 3

Resumo

A diafanização é uma técnica difundida no meio científico, usada para avaliar a morfofisiologia dos diferentes espécimes. Além da conservação de pequenas estruturas, também permite a delimitação macroscópica entre tecidos ósseos e cartilaginosos em desenvolvimento a partir do contraste de cores, o qual é possível por meio de reações químicas. Para tal, objetivou-se a confecção de material anatômico diafanizado a fim de compor o acervo de peças didáticas para o ensino da anatomia dos animais domésticos. A técnica foi executada em 30 cadáveres, sendo cinco fetos de ratos wistar, oito peixes (lambari, paulistinha, acará e beta), um filhote de preá, um passeriforme, dez fetos bovinos, um feto canino e quatro fetos felinos. Os espécimes mortos provenientes de clínicas veterinárias, biotério e recolhidos no campus, foram doados ao Laboratório de Anatomia Animal da UNIPAMPA. O protocolo para diafanização iniciou-se com a remoção da pele e evisceração dos cadáveres, seguida da imersão dos espécimes em solução de formaldeído a 10% tamponado com CaCO2, para a conservação dos tecidos. Após 48 horas de fixação, os espécimes foram imersos em água destilada e armazenados por 72 horas. Em seguida, foram submetidos a mistura de três reagentes (alcian blue, álcool etílico e ácido glacial) por até 48h, para marcação do tecido cartilagíneo e posteriormente à reidratação em séries alcoólicas. A seguir iniciou o processo de alcalinização (72 horas) em solução saturada de borato de sódio e, posteriormente, transferidos para recipientes com solução de KOH 2% para atuar no clareamento dos tecidos moles. Caso houvesse demora na obtenção de sua transparência, realizava-se a injeção intramuscular da solução de KOH 2% para acelerar o processo. Uma vez que os ossos ficassem nítidos sob a musculatura, o espécime era transferido para um recipiente com mistura de KOH 2% e alizarina red S (30 a 50 minutos). O tecido ósseo mineralizado foi tingido pela alizarina red S, pois se trata de um reagente com afinidade por sais de Ca2+. Finalmente, os espécimes foram conservados imersos em glicerina com cristais de timol e armazenados em recipientes transparentes fechados para exibição das estruturas anatômicas evidenciadas. A partir das peças diafanizadas foi possível identificar, macroscopicamente, o processo de ossificação em fetos de diferentes espécies e a consolidação da maturidade esquelética em espécimes adultos de animais de pequeno porte (preá, passeriforme e peixes). Esta técnica anatômica possibilitou aos alunos da disciplina de Anatomia dos Animais Domésticos I a visualização de estruturas antes reconhecidas apenas em imagens de literatura. Adicionalmente, as peças diafanizadas foram exibidas durante as atividades dos projetos de extensão do laboratório, em visitas a escolas e intervenções junto à comunidade. Conclui-se que a técnica de diafanização possui aplicação no processo ensino-aprendizado, tanto para os discente de medicina veterinária como para a comunidade.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

CONFECÇÃO DE MATERIAL ANATÔMICO DIAFANIZADO PARA O ENSINO DA ANATOMIA ANIMAL. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/87165. Acesso em: 13 maio. 2026.