CÁLCULOS FARMACOTÉCNICOS: AUTOAVALIAÇÃO E PARTICIPAÇÃO EM MONITORIA PELOS DISCENTES

Autores

  • Andressa Naimayer
  • Fernanda Bruxel

Palavras-chave:

cálculos, farmacotécnicos, monitoria, ignorância, perigosa

Resumo

O componente curricular Farmacotécnica I do curso de Farmácia objetiva a aplicação de fundamentos teóricos, habilidades práticas e de cálculos farmacêuticos na produção magistral de medicamentos. A monitoria é um espaço de atendimento individualizado, que vincula às necessidades de formação acadêmica do aluno para promover a melhoria do ensino de graduação, auxiliando o professor no desenvolvimento e aperfeiçoamento das atividades de ensino e de aprendizagem. A autoavaliação por parte dos acadêmicos torna-se importante para analisar seu autoconhecimento, que levaria à busca por este espaço complementar, visando uma maior autonomia e também responsabilidade sobre o seu processo de aprendizagem. O objetivo deste trabalho foi avaliar a capacidade de autoavaliação de discentes matriculados no componente Farmacotécnica I em relação ao seu grau de conhecimento, bem como relacionar esses resultados com sua participação no período ofertado de monitoria.Foram disponibilizados aos 27 alunos de Farmácia matriculados no componente curricular de Farmacotécnica I, 3 diferentes horários para monitoria, assim como o e-mail do monitor para esclarecimento de dúvidas, uma semana antes da data agendada para a avaliação sobre o conteúdo de Cálculos Farmacotécnicos. Ao término da avaliação, os discentes deveriam fazer uma previsão da sua nota, sugerindo seu grau de certeza de acerto. Após a correção da avaliação, foram comparadas as notas sugeridas pelos alunos com as notas calculadas pelo docente. A avaliação foi estruturada em 10 questões, que também foram avaliadas quanto ao índice de acerto pelos alunos. Todas as questões sem respostas ou incorretas das 27 avaliações foram classificadas em: 1) questões em branco (sem resposta); 2) erros por falta de atenção; e 3) não sabiam responder. Foi constatado que apenas 5 (18%) dos 27 discentes procuraram o monitor nos horários ofertados para esclarecimento de dúvidas. Entretanto, somente 4 (15%) discentes acertaram sua nota em relação às notas calculadas pelo professor e 23 (85%) discentes erraram sua sugestão de nota na avaliação. Destes, 56% sugeriram notas superiores às notas indicadas pelo professor e 44% sugeriram notas inferiores. Em relação às questões sem respostas ou incorretas, apenas 8% delas foram deixadas em branco, 42% apresentaram-se incorretas por falta de atenção e 50% apresentaram-se incorretas porque realmente o discente não sabia responder. Esses resultados demonstram que a falta de conhecimento do aluno sobre o conteúdo ministrado na disciplina gera a ignorância perigosa, ou seja, o discente não é capaz de fazer a autoavaliação sobre seu conhecimento e isso favorece com que o mesmo não procure a monitoria para esclarecer suas dúvidas sobre a disciplina, ocasionando em um menor desempenho do aluno. Podemos concluir que os acadêmicos não possuem capacidade de autoavaliação sobre seu grau de conhecimento em relação ao conteúdo ministrado. Em paralelo, também não buscam o serviço de monitoria ofertado, visando uma aprendizagem complementar. Assim, torna-se necessário a busca por alguma estratégia para comprometer os acadêmicos com a construção do conhecimento, fornecendo estímulos para que busquem a monitoria ofertada.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

CÁLCULOS FARMACOTÉCNICOS: AUTOAVALIAÇÃO E PARTICIPAÇÃO EM MONITORIA PELOS DISCENTES. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 9, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/85844. Acesso em: 17 out. 2026.