DESENVOLVIMENTO DE MANDIOCA CULTIVADA EM DIFERENTES SISTEMAS DE PLANTIO E INTERVALOS ENTRE CAPINAS

Autores

  • Tadeu Werlang
  • Ana Caroline Pereira da Luz
  • Lucas Andrey Scherwz
  • Vinícius Cavalli Pozzo
  • Willian Pies
  • Siumar Pedro Tironi

Palavras-chave:

Plantio, direto, convencional, Manihot, esculenta, Plantas, daninhas

Resumo

Um dos principais fatores que limitam a produção da mandioca é o manejo inadequado das plantas daninhas.Com isso, objetivou-se, com o presente trabalho, avaliar o desenvolvimento da mandioca cultivada em dois sistemas de plantio, convencional e direto, e diferentes intervalos entre capinas.O delineamento experimental utilizado foi de blocos casualizados com parcelas subdivididas, com quatro repetições. Os tratamentos foram arranjados em esquema fatorial 2 x 6. O primeiro fator, alocado nas parcelas, foi composto por dois sistemas de plantio, plantio direto e plantio convencional. O segundo fator, alocado nas subparcelas, foi constituído por diferentes intervalos entre capinas, a cada 30, 60, 90 e 120 dias, mais uma testemunha sempre livre de competição e uma testemunha sem capina (em competição durante todo o ciclo da cultura). Os intervalos de controle foram contabilizados a partir do plantio, ao término de cada intervalo foi realizado o controle das plantas daninhas através de capina. O plantio direto foi realizado sobre a palhada do consórcio entre azevém, aveia e ervilhaca, somente com a abertura de um sulco para o plantio das manivas. No plantio convencional foi realizada aração e gradagem e posterior abertura de sulcos. O espaçamento utilizado foi de 0,80 m entre linhas e 0,50 m entre plantas. As variáveis avaliadas foram altura das plantas de mandioca (ALT), diâmetro de caule (DC), estande final de plantas (EF) e massa fresca da parte aérea (MFPA).Os dados foram submetidos à análise de variância (p<0,05), havendo significância, as médias foram comparadas pelo teste de Tukey (p<0,05). Houve interação entre os fatores estudados somente na variável DC na análise realizada aos 150 dias após o plantio (DAP). Nessa época de avaliação observou-se que para os intervalos entre capinas de 30 e 90 dias o plantio convencional resultou em maior DC em comparação ao plantio direto. Em relação aos diferentes intervalos de capina, em ambos os sistemas de plantio, a mandioca apresentou menor DC quando os intervalos entre as capinas foram superiores a 90 dias. Quanto a variável ALT, aos 60 DAP a testemunha livre de competição e o tratamento com controle a cada 30 dias apresentaram menor ALT em relação aos outros tratamentos. A partir dos 90 DAP observou-se, de modo geral, que com o aumento do intervalo entre os controles menor foi à ALT. O DC da mandioca teve uma resposta decrescente com o aumento dos intervalos entre as capinas nas análises realizadas aos 60, 90, 120 DAP e na colheita, não havendo diferença entre a testemunha livre de plantas daninhas e o tratamento com capinas a cada 30 dias. O DC e a MFPA não foram influenciadas pelos diferentes sistemas de plantio.A MFPA diminuiu com o aumento dos intervalos de capinas. Os resultados demonstram que o plantio direto não causou restrição no desenvolvimento da cultura, contribuindo para a ALT final das plantas de mandioca, porém não influenciando no crescimento em DC e MFPA.O EF de plantas de mandioca não foi influenciado pelos diferentes intervalos entre capinas.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

DESENVOLVIMENTO DE MANDIOCA CULTIVADA EM DIFERENTES SISTEMAS DE PLANTIO E INTERVALOS ENTRE CAPINAS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 9, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/85813. Acesso em: 17 out. 2026.