OSTEOMIELITE VERTEBRAL TORACOLOMBAR EM CORDEIRO: RELATO DE CASO
Palavras-chave:
osteomielite, diagnóstico, cordeiro, tratamentoResumo
A osteomielite vertebral pode ser causada por traumas diretos, cirurgias e infecção via hematógena, por agentes bacterianos, fúngicos ou virais. Quando há acometimento medular, o tratamento deve constar de antibioticoterapia e corticóides. O objetivo do presente relato foi de descrever a ocorrência de caso de osteomielite nas vértebras torácicas e lombares em um cordeiro jovem, com boa evolução após a terapia clínica, enfatizando alternativa de tratamento nesta espécie de interesse econômico no Rio Grande do Sul. Foi atendido no HUVET-UNIPAMPA um cordeiro, com histórico de trauma por mordedura e paraparesia espástica há cerca de 20 dias. Foram observadas no exame físico neurológico severas alterações posturais, motoras e de sensibilidadenos membros pélvicos (MPs), além de incontinência urinária paradoxal. Havia leucocitose por neutrofilia no hemograma e, radiograficamente, diminuição de radiopacidade e osteólise dos processos espinhosos entre T2-L10, além de fratura na 12ª costela. Sugerindo assim, o diagnóstico de osteomielite bacteriana secundária ao trauma ocorrido. Foi realizado tratamento com ceftiofur (4,4mg/kg/IM/30 dias), dexametasona (10mg/animal/dose única), prednisona (0,2mg/kg/PO/15 dias), omeprazol (4mg/kg/PO/15 dias) e repouso absoluto. Durantes 30 dias o animal foi reavaliado semanalmente, com melhora clínica discreta. Então, foi instituída fisioterapia com estimulação sensorial, movimentação passiva dos MPs e manutenção do animal em estação com colete de sustentação por curtos períodos de tempo. Após 45 dias, com discreta melhora clínica, o tempo de estimulação passou a ser aumentado gradativamente até 3 horas ao dia. Ao final do acompanhamento, notou-se normalização do tônus muscular, da sensibilidade profunda em MPs, além de retorno do controle sobre a vesícula urinária.. Também era capaz de se sustentar em estação sem auxílio, mas ainda não controlava movimentos voluntários dos MPs. Radiograficamente, observou-se radiopacidade vertebral normal e estabilidade na fratura da 12ª costela. Diante da melhora do quadro, recomendou-se que o animal continuasse recebendo tratamento fisioterápico para auxiliar e estimular o caminhar espinhal. Neste caso, o diagnóstico foi estabelecido pelo exame físico, pelo histórico e pelos achados em exames complementares. A terapia medicamentosa utilizada objetivava eliminar a infecção e diminuir o edema medular. Ainda que o indicado seja realizar cultura bacteriana e antibiograma, estes eram inviáveis economicamente. A cirurgia é alternativa para casos graves, mas torna-se restrita devido aos custos elevados. Considerando a resposta positiva ao protocolo terapêutico, objetiva-se divulgar e encorajar a avaliação individual e proposição de terapias menos onerosas poupando perdas econômicas.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
OSTEOMIELITE VERTEBRAL TORACOLOMBAR EM CORDEIRO: RELATO DE CASO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 9, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/85802. Acesso em: 19 out. 2026.