FRATURA EXPOSTA DE TÍBIA EM UM PITBULL
Palavras-chave:
Ortopedia, osteossíntese, membrosResumo
A tíbia é um osso longo e resistente que participa da articulação femorotibial em sua extremidade distal e articula-se distalmente com o tálus. Fraturas em ossos longos representam grande parte da ortopedia veterinária praticada na clinica de pequenos animais e ocorrem devido às danos de alto impacto sendo o terceiro osso mais fraturado, e sua diáfise a porção mais acometida, isso é comum devido à sua anatomia particular e a pouca quantidade de músculo que recobre o osso. Os tratamentos mais indicados incluem fixação externa, pinos intramedulares e placa óssea, sendo que a escolha do melhor método depende de vários fatores. Algumas complicações na cicatrização óssea são comuns devido ao aporte sanguíneo inadequado, instabilidade local e/ou presença de infecção. O tempo decorrido até a total união dos fragmentos de uma fratura depende de vários fatores como idade, saúde, nutrição e método de fixação. O presente trabalho tem por objetivo relatar o caso clínico de uma fratura exposta de tíbia causada por acidente automobilístico. Chegou para atendimento no hospital veterinário um canino fêmea, da raça Pitbull com 3 meses de idade que apresentava fratura exposta de tíbia proximal e ferida dilacerada causada por um atropelamento. O proprietário relatou que o fato já havia acontecido há cinco dias e o animal estava apático, não se alimentava bem e apresentava secreção no ferimento. Diante disso foi realizado um exame clínico onde se constatou animal levemente febril, com temperatura de 39,7°C, desidratação (5%) e dor à palpação. O animal foi encaminhado para internação e submetido aos procedimentos de fluidoterapia, foram solicitados então os exames de hemograma, que acusou leve leucocitose, raio-X, que confirmou a fratura de tíbia proximal, além de cultura e antibiograma da região medular da tíbia. Devido à contaminação local, foram expostas ao proprietário as possibilidades de tratamento: amputação do membro ou ostessíntese com fixador externo, tratamento da ferida e tentativa de reversão do quadro de osteomielite, onde foi optada a segunda opção. Após sete dias de internação a ferida já apresentava tecido de granulação e pode-se proceder à cirurgia de aplicação do fixador externo e em seguida sutura foi realizada aproximando os tecidos o máximo possível. Os exames de cultura e antibiograma acusaram formação de pseudômonas e sensibilidade à enrofloxacino, diante disso, para o pós-operatório foi administrado Enrofloxacino 5 mg/kg-1 (BID , 30 dias) antinflamatório a base de Maxican 0,1 mg/kg-1 (SID, 5 dias), Cloridrato de Tramadol 2mg/kg-1 (BID, 7 dias) e limpeza da ferida com solução fisiológica associada à Clorexidine. Após 14 dias de evolução o animal apresentou uma leve solução de continuidade e ainda continua em tratamento, demonstrando boa resposta, sem presença de febre e com início de formação de tecido de granulação. Acidentes automobilísticos são causas frequentes de lesões em pequenos animais, sendo comum a fratura em membros posteriores. Diante dos resultados positivos obtidos neste caso constata-se que a osteossíntese em tíbia proximal pode ser satisfatória. O animal ainda está sendo observado e tem demonstrado resultados favoráveis ao tratamento.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
FRATURA EXPOSTA DE TÍBIA EM UM PITBULL. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 9, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/85798. Acesso em: 19 out. 2026.