MEDICAMENTO VILÃO OU MOCINHO?

Autores

  • Lorena Silva
  • Viviani Epifanio Machado Ferreira
  • Alisson Araújo Antunes
  • Crisna Daniela Krause Bierhalz

Palavras-chave:

AUTOMEDICAÇÃO, ENSINO, FUNDAMENTAL, PROJETO

Resumo

O uso indevido de medicamentos é um problema crescente e a automedicação oferece sérios riscos para a saúde. A formação de um aluno crítico quanto a sua construção humana e social parte da integração de conteúdos formativos e diversificados aos diferentes saberes que o mesmo necessita para o seu progresso escolar. Partindo-se desse pressuposto elaborou-se no âmbito do Programa Institucional de Iniciação à Docência (PIBID), vinculado a Licenciatura em Ciências da Natureza o projeto intitulado Medicamento vilão ou mocinho?, aplicado em uma turma de 9º ano de uma escola municipal de Dom Pedrito-RS, com estudantes entre 14 e 17 anos. Teve como propósito discutir os perigos da medicação sem prescrição médica e seus efeitos no organismo, bem como relacionar os conteúdos de Ciências da Natureza a atuação de alguns fármacos no corpo humano. O projeto foi dividido em três atividades: a história dos medicamentos desde a terapêutica até a sua comercialização; o caminho do medicamento no corpo humano e os perigos da automedicação relacionada aos medicamentos mais utilizados. Iniciou-se aplicando o pré-teste que continha perguntas abertas e fechadas, após utilizou-se como instrumento de mobilização um vídeo e questionou-se a cerca dos hábitos dos alunos quanto a automedicação e sobre a atuação dos medicamentos no organismo. A construção do conhecimento ocorreu a partir do estudo da ação dos medicamentos no organismo. Dessa forma foram trabalhadas as reações do corpo a cada enfermidade e como o medicamento age para combater a causa do problema. Em Biologia explorou-se célula eucariótica e procariótica. Ressaltou-se que os receptores sensoriais atuam no organismo alertando a presença de substâncias nocivas. Na Química explorou-se o modelo chave-fechadura, interação entre enzimas e substrato. Na sequência explorou-se a história em quadrinhos móvel. O estudante recebeu a história desordenada e precisou sequencia-la levando em consideração o sintoma da doença. Após o estudo dos tipos de medicamentos: anti-inflamatórios, antibióticos, antialérgicos e analgésicos, os discentes identificaram quais medicamentos são adequados para cada enfermidade. Dando prosseguimento observaram e manipularam os rótulos dos medicamentos, diferenciando genéricos, similares e de referência. Prosseguindo os discentes construíram o mapa das indústrias farmacológicas no Brasil, marcaram no mapa o Estado Brasileiro correspondente, verificando em qual região concentra-se a indústria farmacêutica. O uso de medicamentos sem prescrição médica é um hábito comum entre os estudantes deste projeto. Apesar de os mesmos não terem autonomia de ingerir um medicamento por conta própria, devido a pouca idade, são influenciados pelos pais ou familiares, o que torna urgente a discussão dessa temática na educação básica. As temáticas permitem ao professor a liberdade para trabalhar conteúdos que à vezes nem estariam no currículo daquela série e isso enriquece a prática pedagógica e o aprendizado do estudante. Acredita-se que este projeto contribuiu para a formação cidadã e escolar dos discentes, pois a partir de um tema abordou-se vários conteúdos que se interligaram e proporcionaram uma aprendizagem significativa.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

MEDICAMENTO VILÃO OU MOCINHO?. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 9, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/85757. Acesso em: 18 out. 2026.