DISTOPIA E SOCIEDADE NA ESCOLA: A REVOLUÇÃO DOS BICHOS
Palavras-chave:
Letramento, literário, Escrita, literária, EscolaResumo
Um dos desafios da atuação docente no âmbito do trabalho com a língua portuguesa e literatura é a oferta de leituras e atividades que motivem o interesse dos alunos e sejam ao mesmo tempo significativas para sua aprendizagem. Com esse intuito, bolsistas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência-PIBID, com apoio material e/ou financeiro da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior-CAPES BRASIL, desenvolveram o projeto intitulado Distopia e Sociedade: A Revolução dos Bichos, objetivando inicialmente apresentar aos alunos os conceitos de ''utopia e distopia'' visto que eles diariamente entram em contato com esses temas e, geralmente, não sabem identificá-los. Para isso, escolhemos a obra A Revolução dos Bichos de George Orwell como norteadora, pois a consideramos atual, ainda com sua consagrada relevância como cânone. As atividades deste projeto foram desenvolvidas semanalmente durante quatro meses em duas turmas de nono ano, com a orientação das bolsistas ID da EMEF São Pedro na cidade de Bagé-RS. Para selecionarmos essa obra, aplicamos uma atividade diagnóstica, na qual os alunos revelaram interesse em obras distópicas. Primeiramente, por meio de aulas expositivo-dialogadas, realizamos uma breve contextualização sobre obra, autor e época em que a obra está situada. Posteriormente, realizamos junto aos alunos a leitura, acompanhada de discussões, dos primeiros capítulos do romance e como solicitamos a leitura a distância, criamos um grupo em rede social para que os alunos a acessassem online e, para aqueles que não dispunham de conexão com a internet, disponibilizamos a obra em DVD, bem como algumas cópias impressas para empréstimo. Para fazermos um paralelo com a obra original, apresentamos às duas turmas a adaptação cinematográfica ''Animal Farm'' do diretor Greg Smith. Seguidamente, iniciamos a explicação sobre o gênero conto, salientando, também, alguns conceitos que já estávamos sinalizando durante a leitura. Em seguida, lançamos a proposta de criação de um conto distópico ficcional no qual os alunos deveriam, além de atender os critérios de adequação ao gênero conto, representar um problema no ciclo social, identificado a partir de um capítulo da obra distribuído ao grupo e, usando o senso crítico, representar uma utopia ou distopia. Com a conclusão dos contos, após várias reescritas, as bolsistas os digita(liza)ram e os organizaram em um livro de contos distópicos a ser lançado na Feira do Livro da escola. Também, foi possível perceber, com o desenvolvimento do projeto, que no trabalho com a literatura em sala de aula podemos colaborar na ampliação do universo cultural e criativo dos alunos, bem como, para o desenvolvimento de suas habilidades de leitura e escrita literária. Quanto à produção escrita, envolvemos quase todos os alunos, pois apenas dois não atenderam às solicitações. Assim, ressaltamos a importância de desacomodar(mos) do lugar comum em que alunos produziam textos para um único interlocutor específico, o professor, o qual, acondicionado, utilizava o texto como pretexto (GERALDI, 1984). Por isso a relevância em propor uma criação literária com múltiplos interlocutores, para incentivarmos tanto seu senso crítico quanto sua posição de sujeito autor do seu dizer.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
DISTOPIA E SOCIEDADE NA ESCOLA: A REVOLUÇÃO DOS BICHOS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 9, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/85727. Acesso em: 20 out. 2026.