FREQUÊNCIA ALIMENTAR DE DOCES GORDURAS DE PACIENTES DE UMA UNIDADE HOSPITALAR DA FRONTEIRA OESTE, RS
Palavras-chave:
CONSUMO, ALIMENTAR, ASSISTÊNCIA, NUTRICIONAL, SERVIÇOS, DE, PRONTUÁRIOS, PACIENTESResumo
Importantes transformações nos padrões alimentares da população têm sido observadas nos últimos anos, os alimentos tradicionais foram sendo substituído por alimentos processados, ricos em açúcares, sódio, gorduras saturadas e gorduras trans (DA SILVEIRA CORRÊA, et al. ,2017). O presente trabalho objetivou avaliar a frequência do consumo de doces e gorduras entre pacientes de uma unidade hospitalar da fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. Trata-se de um estudo descritivo transversal, realizado no período entre os meses de maio a junho de 2017 em uma unidade hospitalar de um município da fronteira oeste do Rio Grande do Sul. Foram coletados dados dos prontuários dos pacientes atendidos pela nutricionista responsável do local e pelas estagiárias do curso de Nutrição, da Universidade Federal do Pampa, possibilitando a busca de todos os prontuários (n=117) de pacientes admitidos para internação nesse período. Foram considerados critérios de inclusão os prontuários de adultos de ambos os sexos, com idade > 19 anos e de exclusão os prontuários que correspondiam a pacientes com idade < 19 anos (n=03). O instrumento de coleta de dados foi composto por um formulário estruturado que continha variáveis que visavam (1) identificar as características sociodemográficas; (2) frequência do consumo alimentar de doces, correspondendo a açúcar/doces; (3) frequência do consumo alimentar de gorduras, que corresponde a frituras; (4) e frequência do consumo de carne com gordura aparente/frango com pele. Os dados foram analisados no programa Microsoft Excel 2007, sendo as variáveis expressas como frequência absoluta e relativas. Observou-se que, dos 114 prontuários analisados, 58,77% (n=67) correspondiam a pacientes do sexo feminino e 41,22% (n=47) do sexo masculino. A frequência do consumo alimentar de doces e gorduras foi classificada em inferior a 5 dias por semana, maior ou igual a 5 dias na semana e não consome. Dos 88 prontuários avaliados, 25% (n=22) relataram consumir açúcar/doces < que 05 vezes na semana, 50% (n=44) informaram consumo ≥ a 05 vezes na semana, e 22 pessoas (25%) não consomem. Dos prontuários analisados no quesito consumo e frequência alimentar de frituras, 10 prontuários apresentavam apenas o consumo, porém não constavam as informações de frequência alimentar, e 04 prontuários não apresentavam informações que pudessem viabilizar a avaliação dos mesmos. Com isso, restaram 100 prontuários, sendo que 43% (n=43) apresentavam a informação de consumo de frituras < que 5 vezes na semana, 13% (n=13) ≥ 5 vezes na semana, e 44% (n=44) pacientes não consomem frituras. Com relação ao consumo e frequência alimentar de carne com gordura aparente/frango com pele pelos pacientes hospitalizados, foram observados um total de 90 prontuários, dos quais 18% (n=16) relataram consumo < que 5 dias na semana, 17% (n=15) consomem que 5 vezes na semana, e 65% (n=59) não consomem alimentos com essas características. Observou se elevado consumo de doces/açúcar pela população estudada. Em relação a carne com gordura aparente/frango com pele foi observado baixo consumo alimentar. Portanto a avaliação do consumo alimentar e orientação nutricional são de extrema importância para minimizar fatores de risco nutricionais.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
FREQUÊNCIA ALIMENTAR DE DOCES GORDURAS DE PACIENTES DE UMA UNIDADE HOSPITALAR DA FRONTEIRA OESTE, RS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 9, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/85524. Acesso em: 16 out. 2026.