AVALIAÇÃO DOS COMPROMETIMENTOS FUNCIONAIS E CONTROLE POSTURAL NA OSTEOARTROSE DE JOELHO AVANÇADA: RELATO DE CASO

Autores

  • Rayane Anhalt
  • Évelin Santos Vaz
  • Karine Josibel Velasques Stoelben
  • Daiane Leticia Roos Zwirtes
  • Michele Adriane Froelich
  • Michele Forgiarini Saccol
  • Juliana Corrêa Soares

Palavras-chave:

equilíbrio, postural, osteoartrite

Resumo

INTRODUÇÃO: A osteoartrose (OA) é uma doença articular crônica, caracterizada patologicamente por degeneração da cartilagem que compõe a articulação, causando diminuição no espaço articular, dor e diminuição de funcionalidade. Para diagnosticar a OA são avaliados aspectos clínicos como dor, rigidez articular, edema, crepitação palpável ou audível e limitação de movimento. O grau de comprometimento articular pode ser classificado radiologicamente em I, II, III e IV, segundo o critério de Kellgren e Lawrence. Sabe-se que a fisiopatologia articular e dor experienciada na osteoartrose reflete na baixa da qualidade de vida e funcionalidade destes sujeitos. Com isso nosso objetivo é relatar os comprometimentos funcionais e o controle postural de uma paciente com grau avançado de OA que aguarda a cirurgia em hospital público. METODOLOGIA Este relato de caso trata-se de uma mulher, 62 anos, estatura de 166 cm e 108,2kg de massa. Apresenta OA bilateral de joelhos grau IV na escala de Kellgren & Lawrence, diagnosticada clínica e radiologicamente e apresenta hipertensão arterial controlada como comorbidade. Foram aplicados para avaliação sintomatológica os seguintes questionários: Western Ontario and McMaster Universities Osteoarthritis Index (WOMAC), Lower Extremity Functional Scale (LEFS), questionárioTAMPA para cinesiofobia, e Escala de Catastrofização de Dor. O controle postural foi avaliado por meio de duas plataformas de força e as variáveis medidas foram a amplitude do deslocamento ântero-posterior e médio-lateral e velocidade do centro de pressão (COP) com a paciente testada em 4 situações diferentes. A partir dos dados de massa e estatura, o índice de massa corporal calculado de 39,3 representa uma obesidade grau 2 segundo (ABESO, 2016). Associado a idade da paciente, essas características são identificadas como os fatores de risco mais comuns para o desenvolvimento da osteoartrose: sexo feminino, indivíduos acima de 50 anos, uso excessivo da articulação e excesso de peso. Os escores obtidos nos questionários e escala aplicada mostram no WOMAC uma pontuação média da paciente frente ao grau de degeneração apresentado, no LEFS, a paciente obteve uma pontuação relativamente mais baixa se comparada ao WOMAC função, na escala TAMPA apresentou medo de realizar determinados movimentos e em relação a pensamentos catastróficos, a uma baixa magnificação e pouca ruminação e desamparo frente a doença. Em relação ao controle postural verificamos nas análises alguns déficits, considerando importantes os valores médios apresentados do membro doloroso em relação ao membro contralateral maiores que 15%. Os déficits encontrados na oscilação medio-lateral nas condições olhos abertos e olhos fechados demonstraram uma maior oscilação do lado doloroso em relação ao lado acometido. Na condição olhos fechados (com espuma) observou-se déficit superiores a 15% na oscilação antero-posterior e no COPvel no lado doloroso. Podemos concluir que maiores déficits encontrados na COPml sugere a necessidade da utilização da estratégia do quadril para estabilizar a maior oscilação do centro de pressão no lado com dor. CONSIDERAÇÕES FINAIS As avaliações demonstraram que a OA avançada reflete diretamente na baixa da funcionalidade e déficit de controle postural da paciente, afetando sua independência e dificultando suas atividades de vida diária.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

AVALIAÇÃO DOS COMPROMETIMENTOS FUNCIONAIS E CONTROLE POSTURAL NA OSTEOARTROSE DE JOELHO AVANÇADA: RELATO DE CASO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 9, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/85502. Acesso em: 16 out. 2026.