A EXPERIÊNCIA DE SER PETIANO NA GRADUAÇÃO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
Palavras-chave:
PET, EDUCAÇÃO, RELATO, EXPERIENCIAResumo
O Programa de Educação Tutorial está regulamentado pela Lei N° 11.180, e pelas Portarias do MEC N°3.385 e N° 1.632, todas do mês de Setembro de 2005. Hoje, existem no país 842 grupos distribuídos entre 121 Instituições de Ensino Superior (IES), dentre os quais existem 3 programas específicos de Fisioterapia, sendo que um deles está localizado na Universidade Federal do Pampa - UNIPAMPA, campus Uruguaiana. O PET consiste de grupos de alunos de graduação que encontram-se sob uma tutoria docente, para realizar atividades extracurriculares, que buscam uma complementação acadêmica, oportunizando vivências não existentes no currículo, promovendo desta forma, uma formação global, além de realização de ações que venham a auxiliar de alguma forma o(s) curso(s) de graduação. São realizadas atividades que estimulam as relações interpessoais, criticidade, cidadania e o conhecimento das diferentes realidades existentes na sociedade. Essas atividades podem ser divididas em quatro grupos: arte, ensino, saúde e política. Foi realizado um levantamento com os egressos do curso de fisioterapia que passaram pelo PET, e ainda colhidos depoimentos de petianos que ainda estão na graduação. Os relatos foram lidos e usados como base para a criação deste relato de experiência. Ao longo dos 7 anos de atividades do grupo, já passaram pelo PET 36 alunos, sendo que 14 compõem o grupo atualmente, 22 alunos passaram pelo PET em algum momento da graduação, destes 14 são egressos (9 formaram-se enquanto eram petianos). Os egressos do curso foram questionados quanto ao que fizeram após formados, nota-se que 6 optaram por continuar a formação acadêmica (5 residências e 1 pós-graduação), atualmente 85,7% dos egressos encontram-se trabalhando na área. Dentre as contribuições citadas encontramos: Aumento do senso crítico, busca pelo conhecimento além da sala de aula, melhoria da relação interpessoal, desinibição para expressar suas opiniões em público, aprender a agir como liderança, fazer a diferença na comunidade, promover saúde nas populações em vulnerabilidade social, luta pelos direitos das minorias, interesse em prosseguir na vida acadêmica. De modo geral a experiência de ter sido petiano no nosso grupo foi classificada como positiva, assim como no relato de Silva, Cruz e Camargo (2009) em que a passagem pelo PET foi considerada positiva por unanimidade. Isso talvez se deva a experiência de tutoria possibilitar aprendizagem coletiva e critica, assim como oportunizar articulação entre alunos e professores para produzir conhecimento, potencializar capacidades individuais e coletivas e também auxiliar na superação de dificuldades. (MARTINS, I. L.; 2007) Portanto, conclui-se que a experiência de ser petiano, é de grande valia na formação dos graduandos, devido a sua atuação embasada na tríade ensino, pesquisa e extensão, desta forma colaborando para uma formação completa e humanizada.Downloads
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Publicado
2020-02-14
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
A EXPERIÊNCIA DE SER PETIANO NA GRADUAÇÃO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 9, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/85500. Acesso em: 17 out. 2026.