UTILIZAÇÃO DE MAPAS CONCEITUAIS EM FARMACOLOGIA: UMA ESTRATÉGIA PARA A PROMOÇÃO DA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA

Autores

  • Roberto Porto
  • Sandra Elisa Haas

Palavras-chave:

Mapas, Conceituais, Farmacologia, Aprendizagem, Significativa

Resumo

A farmacologia contempla uma base fundamental para a formação dos profissionais da área da saúde, em especial os farmacêuticos. Conceitos abstratos, difícil visualização e difícil entendimento são alguns dos empecilhos encontrados por alunos no processo de aprendizagem da disciplina. Segundo pesquisa realizada por Rauta e Fernandes (2014) demonstrou-se que há poucos trabalhos desenvolvidos em busca de ferramentas no ensino-aprendizagem da farmacologia. Dentre as técnicas que tem se mostrado capazes de melhorar o ensino de uma forma geral, destacam-se os mapas conceituais. A fundamentação dos mapas conceituais relaciona-se com a teoria da aprendizagem de David Paul Ausubel (1968), ainda que o autor nunca tenha mencionado os mapas conceituais. Para Ausubel (1968) e Moreira (2012), a aprendizagem pode ser considerada como significativa quando um novo conceito ou ideia adquire significado para o aprendiz, ancorando-se em aspectos relevantes pré-existentes. A técnica dos mapas conceituais foi desenvolvida por Joseph Novak na Universidade de Cornell EUA, em meados dos anos setenta (MOREIRA, 2012). A possibilidade de articular conhecimentos em rede e aproximar conceitos e ideias expressa uma das tantas potentes vantagens dos mapas conceituais em relação ao método tradicional de ensino-aprendizagem. Afere-se assim a necessidade de complementar o ensino de Farmacologia, tornando-a mais atraente, sintética e menos abstrata (RAUTA e FERNANDES, 2014). Com o fito de contemplar tais objetivos, este trabalho propõe uma ferramenta complementar para o ensino da farmacologia, na disciplina de Farmacologia II do Curso de Farmácia: elaboração de mapas conceituais, bem como sua implementação e validação. Os mapas conceituais foram elaborados utilizando a ferramenta Cmap Tools (v. 6.01.01), desenvolvido pelo Instituto para a Cognição Humana e Mecânica. Os assuntos abordados basearam-se na literatura e no Projeto Pedagógico do Curso de Farmácia (2014) da Universidade Federal do Pampa Campus Uruguaiana. O projeto operou a partir de três estratégias. Na Estratégia 1 (E1) os mapas conceituais Insulina e Hipoglicemiantes orais foram disponibilizados após o conteúdo ser ministrado aos discentes, em Estratégia 2 (E2) os mapas conceituais Sistema Sanguíneo foram disponibilizados antes do conteúdo ser ministrado aos discentes e na Estratégia 3 (E3) solicitou-se que os discentes elaborassem seus próprios mapas conceituais, em grupos, sobre o assunto Antibióticos. Todas as estratégias foram desenvolvidas antes da primeira avaliação da disciplina de Farmacologia II. A estrutura dos mapas foi sistematizada hierarquicamente, onde o conceito superior engloba aspectos amplos e o inferior específicos. Após a devida elaboração e revisão os mapas conceituais foram disponibilizados a 22 acadêmicos do sexto semestre do curso de Farmácia. Os mapas conceituais disponibilizados aos discentes foram avaliados positivamente em sua disposição/configuração/design, qualidade teórica, abordagem e compreensibilidade, tanto na Estratégia 1 quanto na Estratégia 2. Consideraram ainda que os mapas auxiliaram seu aprendizado na disciplina de forma satisfatória. A técnica dos mapas conceituais se mostrou uma potente estratégia para a promoção da aprendizagem significativa, sendo uma ferramenta capaz de auxiliar a compreensão dos conteúdos ministrados na disciplina de Farmacologia II, tornando-os mais atraente, sintéticos e menos abstratos, propiciando assim seu entendimento.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

UTILIZAÇÃO DE MAPAS CONCEITUAIS EM FARMACOLOGIA: UMA ESTRATÉGIA PARA A PROMOÇÃO DA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 9, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/85482. Acesso em: 1 maio. 2026.