ELABORAÇÃO DE CHAVE ANALÍTICA PARA ESPÉCIES ARBÓREAS DAS PRINCIPAIS PRAÇAS DE SÃO GABRIEL, RS

Autores

  • Dalvan Beise
  • Bárbara de Souza Lopes
  • Patrícia de Oliveira Neves

Palavras-chave:

Ensino, Botânica, Chave, Analítica, Identificação

Resumo

O estudo de botânica é visto, atualmente, como uma disciplina monótona, tanto no ensino básico quanto no ensino superior, muitas vezes até pelo despreparo dos professores por não apresentarem formas mais instigantes para trabalhar essa ciência. Geralmente foca-se mais no estudo dos animais, dispensando pouca importância para o estudo da botânica em geral. Como uma alternativa para minimizar esta situação e também de despertar o interesse dos alunos para a área da botânica, o presente trabalho tem por objetivo criar uma chave analítica dicotômica, correspondendo a uma ferramenta pedagógica para a exploração das espécies recorrentes na arborização urbana do município. Este trabalho está sendo desenvolvido na Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA)/campus São Gabriel, por acadêmicos do curso de Ciências Biológicas/Bacharelado, sob a coordenação da bióloga e curadora do Herbário Bruno Edgar Irgang (HBEI). Os dados utilizados para a elaboração da chave analítica correspondem às espécies arbóreas amostradas no estudo de OLIVEIRA-NEVES et al. (2016), realizado nas três principais praças do município de São Gabriel, sejam elas: Praças Dr. Fernando Abbott, Tunuca Silveira e Camilo Mércio. A confecção da chave segue modelo semelhante à desenvolvida por SOBRAL et al. (2006), na qual foram considerados apenas caracteres vegetativos (vegetais não férteis). Compilação dos dados morfológicos: Como primeira etapa, realizou-se a montagem de uma tabela contendo os caracteres morfológicos das 71 espécies amostradas por OLIVEIRA-NEVES et al. (2016), sendo consultadas diversas bibliografias especializadas para esta finalidade (BACKES & IRGANG, 2002; CARVALHO, 2003; CARVALHO, 2006; CARVALHO, 2008; LORENZI et al, 2003; LORENZI, 2006; LORENZI, 2008; LORENZI, 2009; MARCCHIORI, 1997; SOUZA, 2008). Esses dados são importantes, porque serão eles que definirão individualmente cada espécie na hora da montagem da chave analítica propriamente. Confecção das chaves: Neste momento está sendo construída a chave analítica para o grupo das eudicotiledôneas, que foram divididas, basicamente, em dois grupos: 1) folhas simples e, 2) folhas compostas. Ainda que esta atividade esteja em fase de construção, já se pode confirmar a sua importância, pois, os envolvidos estão revendo conceitos botânicos vistos em sala de aula, enfatizando e aprimorando o seu conhecimento nesta área. Além disso, a busca de informações para a posterior montagem da chave analítica é uma forma muito rica de se conhecer um pouco mais sobre cada espécie vegetal considerada. Tendo em vista a problemática central deste trabalho, pode-se afirmar que a construção de uma chave analítica pode ser uma ferramenta muito válida para o ensino e o estudo de botânica, pois a mesma serve como suporte para a exploração do conhecimento e da identificação das plantas. As praças públicas servem como uma excelente alternativa para os professores desenvolverem práticas de Botânica, pois são de fácil acesso e concentram geralmente uma grande variedade de espécies vegetais. A chave analítica, então, será uma ferramenta complementar que facilitará a identificação das árvores encontradas nestes locais, ressaltando o caráter didático inerente à composição vegetal das praças.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

ELABORAÇÃO DE CHAVE ANALÍTICA PARA ESPÉCIES ARBÓREAS DAS PRINCIPAIS PRAÇAS DE SÃO GABRIEL, RS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 9, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/85477. Acesso em: 16 out. 2026.