AVALIAÇÃO DE RESISTÊNCIA E DESENVOLVIMENTO INICIAL DE EUCALYPTUS SALIGNA SOB DIFERENTES TIPOS DE ACLIMATAÇÃO

Autores

  • Izabela Mendes
  • Laisa Maria Moraes Silva
  • Maiquel Ivo Pfeifer
  • Cristhian Augusto Bugs

Palavras-chave:

Silvicultura, Eucalyptus, saligna, rustificação

Resumo

Atualmente o Brasil possui tecnologia de implantação, condução e colheita de plantações de eucalipto, que estão entre os ecossistemas mais produtivos do mundo. No entanto, a rusticidade de mudas continua sendo um assunto controverso. Discute-se sua importância para a garantia da sobrevivência dos plantios e no arranque da floresta, em condições climáticas adversas. Também se discute o fato de que mudas aclimatadas de modo distinto, desenvolvam-se com diferenças. Há varios fatores que podem contribuir para uma heterogeneidade de crescimento de mudas, entre eles o solo, e suas características físicas e químicas, assim como as relações hídricas e o fornecimento de nutrientes, as característica genéticas das mudas e ainda, as condições de aclimatação das mudas, que hoje, em sua maioria, os viveiros realizam em estufas o que por sua vez, traria implicações econômicas ao investimento. Como a aclimatação das mudas de eucalipto é um dos atributos de qualidade que contribui para diminuição dos replantios possibilitando a formação de florestas mais homogêneas, tornam-se interessantes os estudos da influência do manejo que podem propiciar tolerância aos fatores que causam prejuízos econômicos. Desse modo objetivo desse trabalho foi verificar os efeitos climáticos sobre as plantas na fase de desenvolvimento inicial, realizada durante os primeiros meses após o pantio de mudas utilizando a espécie de Eucalyptus saligna. O estudo foi desenvolvido em uma área experimental da Universidade Federal do Pampa, utilizando 27 mudas de E.saligna submetidas a três tratamentos, sendo eles: mini estufa, sombrite, e pleno sol, cada tratamento possuiu nove repetições, havendo medições periódicas sendo coletados dados de altura, diâmetro e quantidade de folhas.Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância para a verificação da significância e aplicadoanálise de comparação de médias com teste de Tukey a 5% de probablilidade utilizando o software SASM-Agri 8.1, posteriormente foram gerados gráficos e tabelas utilizando o programa Excel® , Microsoft 2013. As maiores médias de altura e diâmetro foram obtidas nas mudas acondicionadas em mini estufa. Em altura não houve diferença significativa entre os tratamentos mini estufa e sombrite, e em diâmetro os tratamentos sombrite e pleno Sol também não apresentaram diferenças significativas. Os valores obtidos na análise de incremento médio confirmaram os resultados obtidos anteriormente, confirmando que, o tratamento que mostrou melhores resultados para as variáveis analisadas foi o de Mini estufa, porém os tratamentos de Sombrite e Pleno sol demonstraram pouca diferença entre si. Com o estudo foi possível perceber a influência de um microclima no comportamento do Eucalyptus saligna, e ainda nota-se a grande importância da condição de retenção de temperatura para o seu desenvolvimento, como é o caso na mini estufa. Concluímos que de fato a mini estufa é a melhor forma de rustificação como era esperado, porém não obtivemos diferenças significativas quando comparado ao sombrite, comprovando assim, que para um pequeno produtor, não seria imprescindível a utilização de estufa, pois se obterá quase os mesmo resultado utilizando o sombrite, com menor investimento financeiro.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

AVALIAÇÃO DE RESISTÊNCIA E DESENVOLVIMENTO INICIAL DE EUCALYPTUS SALIGNA SOB DIFERENTES TIPOS DE ACLIMATAÇÃO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 9, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/85461. Acesso em: 16 out. 2026.