REMOCÁO CIRURGICA DE DICTOPHYME RENALE NO ESCROTO: RELATO DE CASO

Autores

  • Liliane Jerônimo
  • Francisco de Assis Araújo Camelo Júnior
  • Vitória Gausmann
  • Priscila Cury
  • Josaine Rappeti

Palavras-chave:

Dictophyme, Renale, Escroto, Orquiectomia

Resumo

A dioctofimatose é causada pelo nematóide Dioctophyme renale o qual foi relatado pela primeira vez por Goeze (1782).Os hospedeiros definitivos (HD) são os mamíferos da família dos canídeos (Canidae), sendo o cão o principal parasitado, o qual se infecta com a ingestão de larvas através da água ou de um hospedeiro paratênico (peixes e rãs) que contenha larvas encistadas na musculatura (Pedrassani et al., 2009).Pelotas é uma cidade propícia para a ocorrência de dioctofimatose. A casuística crescente pode estar relacionada à presença de um grande número de cães errantes e semi-domiciliados na cidade, e também devido à ingestão dos hospedeiros intermediários de D. renale parasitados com a larva infectante (RAPPETI et al., 2016). O presente estudo tem como objetivo relatar o caso de um cão macho da raça labrador com diagnóstico de D. renale em uma clínica veterinária na cidade de Pelotas/RS apresentando aumento de volume no escroto. Um cão adulto, da raça labrador, foi atendido na clínica veterinária SOS Focinhos, sediada na cidade de Pelotas- RS. Na ocasião da consulta foi observada um aumento de volume na região escrotal com coloração avermelhada em pontos isolados e a presença de dor manifestada nessa região através da vocalização do paciente. O paciente foi encaminhado para cirurgia, onde realizou-se a técnica de orquiectomia, durante o procedimento da incisão da bolsa escrotal, foi retirado o parasita medindo aproximadamente 78 cm, sendo uma fêmea. O cão apresentou resultados satisfatórios obtidos através do procedimento cirúrgico. O paciente em questão tem hábito de passear na região da lagoa dos patos em Pelotas, e o proprietário acredita que tenha ingerido água nesse local. Segundo (REGALIN et al., 2016) regiões não comumente observadas desse parasita incluem glândula mamária, região inguinal, bolsa escrotal, cavidade torácica, cavidade abdominal, uretra, subcutâneo e musculatura abdominal (CAYE et al., 2015). Contudo não devemos excluir a possibilidade da ocorrência de D. renale em regiões incomuns como demonstra este relato, na qual provavelmente o parasita invadiu a região escrotal através do canal inguinal comprometendo a estrutura anatômica e funcional devido ao seu comportamento hematofágico. Após o procedimento cirúrgico foi realizada a identificação do parasito na qual foi baseada em suas características morfológicas, evidenciando- se mediante suas particularidades tratar- se de uma fêmea de D. renale. As fêmeas medem aproximadamente de 20 a 100 cm de comprimento por 5 a 12 mm de largura (FORTES, 1997), todavia, o parasito retirado do paciente apresentava 78cm de comprimento, embora essa medida esteja de acordo com a literatura não é visto na rotina clínica em tal grau de desenvolvimento e na região anatômica encontrada neste relato. Dessa maneira, é de extrema importância o diagnóstico preciso pelo médico veterinário no intuito de fornecer o bem-estar animal. A cidade de Pelotas por ser um local onde são encontrados um número representativo de animais positivos, todos os cães que tem acesso as ruas devem ser investigados.

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Publicado

2020-02-14

Como Citar

REMOCÁO CIRURGICA DE DICTOPHYME RENALE NO ESCROTO: RELATO DE CASO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 9, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/85451. Acesso em: 19 out. 2026.