A BIOLOGIA COMO CIÊNCIA RESPONSÁVEL PELO RACISMO ESTRUTURAL: ASPECTOS HISTÓRICOS, CIENTÍFICOS E POLÍTICO-FILOSÓFICOS

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Manuel Alves de Sousa Junior

Resumo

O estudo aborda aspectos importantes sobre como a biologia foi utilizada para legitimar o racismo estrutural no Brasil. Foi realizada uma pesquisa sobre como as Teorias Raciais do Século XIX e seus desdobramentos utilizaram os aspectos biológicos para justificar uma suposta superioridade de grupos humanos sobre outros, sobretudo de brancos sobre não brancos. Para um completo entendimento foi necessário também abordar no estudo os aspectos históricos, como a escravidão, conferência de Berlim, colonialismo e imperialismo, situação europeia e brasileira em fins do século XIX e início do século XX. Os mitos da democracia racial e do fardo do homem branco ajudam a entender a legitimação da superioridade branca. Como embasamento teórico, filosófico e político, o artigo traz a biopolítica foucaultiana (poder e o racismo de Estado) Giorgio Agamben (vida nua), Achille Mbembe (necropolítica) e Judith Butler (precariedade), que com seus conceitos ajudam a entender e refletir sobre o tema e suas reverberações para a atualidade do racismo brasileiro. Como reflexões finais, trazemos que a biologia, enquanto ciência, não pode ser culpada, no entanto, é inegável que foi utilizada por intelectuais brasileiros para legitimação da superioridade branca e ajudou na instituição do racismo estrutural, individual e institucional no Brasil.

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Artigos

Biografia do Autor

Manuel Alves de Sousa Junior, Instituto Federal da Bahia

Doutorando em educação na UNISC e Mestre em Bioenergia pela UniFTC Salvador (2011), Possui graduação em Licenciatura em Ciências Biológicas pela Universidade Católica do Salvador (2002), graduação tecnológica em Segurança do Trabalho pela UNIASSELVI (2016), Graduação em Licenciatura em História pela UNIJORGE (2020), MBA em História da Arte pela Estácio (2020) e Especialização em Análises Clínicas pela UCSal (2004). Atualmente é servidor público efetivo como professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA) em Lauro de Freitas/BA. Possui experiência na docência do ensino superior no IFBA, e em diversas Instituições de Ensino Superior privadas, tendo atuado também na docência em diversos cursos técnicos e outras modalidades, sobretudo no IFBA, além de cursos de Formação Inicial e Continuada e cursos de extensão. No IFBA tem plena atuação em ensino, pesquisa, extensão e gestão. Na área técnica, tem experiência em todos os setores da área de Análises Clínicas/Patologia Clínica, além de membro da CIPA. Possui capítulos de livros, artigos publicados em periódicos e também diversas publicações em eventos. Membro do Grupo de Pesquisa CNPq/UNISC Identidade e Diferença na Educação e do Observatório de Educação e Biopolítica - OEBIO. Áreas de domínio e interesse: Biologia Geral e Humana, Biossegurança, Segurança no Trabalho, Bioenergia, Meio Ambiente, Metodologia da Pesquisa, História Geral e do Brasil, Historiografia, História da Arte, Relações étnico-raciais, Diversidade e Educação.

Como Citar

A BIOLOGIA COMO CIÊNCIA RESPONSÁVEL PELO RACISMO ESTRUTURAL: : ASPECTOS HISTÓRICOS, CIENTÍFICOS E POLÍTICO-FILOSÓFICOS. Missões: Revista de Ciências Humanas e Sociais, [S. l.], v. 8, n. 2, p. 25–37, 2023. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/Missoes/article/view/111275. Acesso em: 11 abr. 2026.

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