ESCOLA, ESPAÇO DE TRAVESTI?QUANDO A ESCOLA NÃO ACOLHE, NÃO ESCUTA, A QUADRA SUSTENTA E AMPARA?
Conteúdo do artigo principal
Resumo
A educação brasileira encontra-se alicerçada numa concepção tradicional de educação, em que os currículos escolares valorizam os conteúdos. Ficando os sujeitos do processo pedagógico, aquém da boa vontade docente na execução de práticas pedagógicas que preconizam a diversidade e a inclusão dos educandos/as. O/a educador/a no anseio de cumprir o programa proposto pela escola, muitas vezes, coloca a escuta, o acolhimento, o amparo e a empatia em segundo plano. É a partir deste cenário que se tece essa escrita, alicerçada em pesquisa bibliográfica, no objetivo de refletir sobre a prática profissional no âmbito escolar, em escolas de um município da região metropolitana da grande Porto Alegre/RS. Questiona-se: a escola é espaço de Travesti? E quando a escola não acolhe e não escuta, a quadra sustenta e ampara? A partir dessas provocações propõe-se refletir e ressignificar a prática pedagógica, buscando espaço para a escuta dos ditos e dos não ditos. Acredita-se que a escola seja espaço de todos/as e precisa desarticular qualquer posição que insurge ou determine o que são ou poderão vir a ser os sujeitos dentro de uma lógica binária e heteronormativa, que exclui as diferenças e os diferentes.
Detalhes do artigo
Seção
Como Citar
Referências
BRASIL Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.htm. Acesso em: 31 mar. 2019.
BRASIL, Lei nº 8.069/2019 - Estatuto da Criança e do Adolescente. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm. Acesso em: 31 de março de 2020.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal: Centro Gráfico, 1988.
BRITZMAN, Deborah P. O que é esta coisa chamada amor-identidade homossexual, educação e currículo. Educação & realidade, v. 21, n. 1, 1996. Disponível em : https://www.seer.ufrgs.br/educacaoerealidade/article/view/71644/40637 Acesso em 14 ago. 2020.
FOUCAULT, Michel. A ordem do discurso. Laura Fraga de Almeida Sampaio (Trad.). 5 ed. São Paulo: Edições Loyola, 1999.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. Saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
LOURO, Guacira Lopes. Conhecer, pesquisar, escrever… Revista de Educação, Sociedade & Culturas. Porto Alegre, nº25, p. 235-245, 2007.
LOURO, Guacira Lopes. Gênero, sexualidade e educação: das afinidades políticas às tensões teórico-metodológicas. Educação em Revista, Belo Horizonte, nº46, p. 201-218, 2007.
LOURO, Guacira Lopes. Gênero, sexualidade e educação: uma perspectiva pós-estruturalista. Petrópolis-RJ: Vozes, 1997.
LOURO, Guacira. Os estudos feministas, os estudos gays e lésbicos e a teoria queer como políticas de conhecimento. In: LOPES, Denílson et al. (Org.). Imagem e diversidade sexual: estudos de homocultura. Brasília: Nojosa, 2004.
NICHOLSON, Linda; SOARES, Luiz Felipe Guimarães; DE LIMA COSTA, Claudia. Interpretando o gênero. Estudos feministas, p. 9-41, 2000.
SEFFNER, Fernando; PICCHETTI, Yara de Paula. A quem tudo quer saber, nada se lhe diz, uma educação sem gênero e sem sexualidade é desejável? Revista Reflexão e Ação. Santa Cruz do Sul/RS, v. 24, n 1, p. 61-81, 2016. DOI 10.17058/REA.V24I1.6986. Disponível em: https://online.unisc.br/seer/index.php/reflex/article/view/6986. Acesso em: 01 maio de 2020.
SILVA, Joseli Maria. A cidade dos corpos transgressores da heteronormatividade. Geo Uerj, v. 1, n. 18, p. 3-19, 2008.
SOUZA, Marcos Rogério dos Santos. A Transferência e o desejo de ensinar e aprender na educação infantil. In: Educação e ciências humanas: Reflexões entre desconfianças, a utilidade do inútil e a potência dos saberes. Vol. 1. São Carlos: Pedro & João Editores. 2020.
UOL. Política. Leia íntegra do discurso de Bolsonaro após demissão de Moro. Disponível em: https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2020/04/24/leia-íntegra-do-discurso-de-bolsonaro-apos-demissao-de-moro.htm. Acesso em: 27 abr. 2020.