EX-LÍBRIS FORMAS CULTURAIS DE MEMÓRIA

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Márcia Della Flora Cortes
João Fernando Igansi Nunes

Resumo

O presente artigo tem o objetivo de refletir sobre os ex-líbris, marcas de propriedade de livros que indicam a quem pertence uma obra, como objetos que são mediadores sociais, uma vez que contém substrato para ativar lembranças e recordações por meio dos seus rastros. Como metodologia elaborou-se uma revisão de literatura a partir de temáticas que envolvem a memória, rastros, suportes de memória, objetos e ex-líbris em teóricos como: Assmann (2011), Ricoeur (2007), Nora (1993), Cassirer (1994), Moles (1974), Bertinazzo (2012) e Machado (2014). Observa-se que os ex-líbris registram ações, culturas e aspectos sociais dos indivíduos que viviam em determinado grupo social, materializando características que testemunham o passado. Conclui-se que esses mediadores participam do processo de transformação da memória em história e estabelecem relações sociais, documentando o passado e, com isso, tornam-se lugares de memória.

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Como Citar
DELLA FLORA CORTES, M.; IGANSI NUNES, J. F. EX-LÍBRIS. Missões: Revista de Ciências Humanas e Sociais, v. 6, n. 1, p. 82-100, 3 jun. 2020.
Seção
FONTES, MÉTODOS E ABORDAGENS NAS CIÊNCIAS HUMANAS: PARADIGMAS E PERSPECTIVAS
Biografia do Autor

Márcia Della Flora Cortes

Márcia Della Flora Cortes

Bibliotecária

Doutoranda em Memória Social e Patrimônio Cultural (UFPEL)

 

João Fernando Igansi Nunes, Universidade Federal de Pelotas

João Fernando Igansi Nunes

Docente na Universidade Federal de Pelotas

Coordenador de Arte e Inclusão
Doutor em Comunicação e Semiótica (PUC/SP)

 

 

 

Referências

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