Reconhecimento da Vida e Biopolítica. Leituras de Walter Benjamin e Michel Foucault

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Bárbara Valle

Abstract

Entre as diversas formas, temas e concepções que se apresentam ou se sobrepõem na obra de Walter Benjamin e Michel Foucault, a leitura que será proposta aqui terá como um fio condutor principal a tentativa de percorrer o caminho que leva à construção, ou à produção, da mera vida (blosse Leben) nas suas filosofias. O objetivo principal seria, então, de ver como essa vida, sempre incluída através de uma exclusão, é politizada. Política aqui tem o sentido que Agamben retoma de Verschuer, "o de dar forma à vida de um povo". Tentaremos ver de que forma é dado um valor político a ela e como ela é
incluída nos sistemas jurídicos. Para Benjamin através da exploração das questões entre violência e direito que ele contrapõe, se pode mostrar como a polis moderna se fundamenta negativamente pela da duplicidade "estado de exceção - mera vida". Para Foucault, o que está no cerne do direito que se formula como "de vida e morte", representado pela figura do soberano, é, como Foucault salienta, o de causar a morte e de deixar viver. Contemporaneamente essa vida se coloca no centro de mecanismos que visando aos processos biológicos, desenvolve o que ele chama de "controles reguladores: uma bio-política da população". Assim, abre-se a era de um "bio-poder", necessário, sem dúvida, para o desenvolvimento do capitalismo

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Reconhecimento da Vida e Biopolítica. Leituras de Walter Benjamin e Michel Foucault. Missões: Revista de Ciências Humanas e Sociais, [S. l.], v. 1, n. 2, 2019. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/Missoes/article/view/1015. Acesso em: 14 apr. 2026.